A expansão da Educação Clássica Católica através de cursos, pós- graduações e todo tipo de divulgação de materiais, lives e palestras na Internet, bem como da fundação de colégios católicos com esta perspectiva ocorre em meio ao grande crescimento do estudo e da prática da Fé Católica nos últimos anos. Milhões de pessoas estão rezando o Rosário, as igrejas estão cheias, há um aumento das vocações e muitas conversões, inclusive de protestantes retornando para o catolicismo.
Neste contexto e diante da situação da crise moral da nossa sociedade e da grave crise educacional (analfabestismo funcional, estatísticas alarmantes de déficits educacionais em todos os segmentos...) e da perda de identidade da maioria das escolas católicas, a proposta da Educação Clássica Católica, aliás, a educação que a Igreja sempre fez, ressurge como solução para tais crises, através da formação completa da pessoa, de uma educação integral de fato, que valorize a formação dos aspectos físicos, intelectuais, da vontade, para a verdadeira liberdade, a formação emocional e espiritual e não apenas a preparação para os vestibulares, a formação para o mercado ou para a militância, a serviço das ideologias revolucionárias, que caracterizam a educação moderna.
Esta é a Educação iniciada na Antiguidade Clássica pelos gregos e romanos e desenvolvida durante a Idade Média, aperfeiçoada pelo Cristianismo, que valoriza a busca da verdade, do bem e da beleza. Através do estudo dos grandes nomes da Antiguidade, como Platão, Aristóteles e Homero, dos grandes santos, como Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, por meio do estudo da filosofia, da literatura e da religião os alunos são estimulados ao amor e sede do conhecimento, à prática das virtudes, a uma vida ordenada, a uma formação completa, intelectual, moral, da mente e da vida interior, preparando-os para enfrentar o mundo real, com as suas potencialidades e desafios.
Na Educação Clássica Católica educar é cooperar com a Graça, tendo como objetivo o fim último da salvação das almas, educar para o Céu. A meta é a busca da santidade. E formar bons cristãos traz como consequência a formação de bons cidadãos, pois a Fé transforma vidas, muda comportamentos... e valores como a disciplina, o respeito, a valorização da hierarquia, a centralidade do papel do mestre, da sua autoridade, o ambiente de reverência, obediência, sobriedade e gentileza,
são valores civilizacionais.
Nesta perspectiva, os critérios de análise, de interpretação de toda a realidade devem ser a Vida e os Ensinamentos de Cristo, os Evangelhos, a Tradição, o Magistério da Igreja, a Doutrina Social da Igreja, além da reta razão e do bom senso. A partir deles todas as aulas, suas temáticas e os materiais devem ser filtrados.
Portanto, as demandas pela Educação Clássica Católica aumentarão. Cada vez mais as escolas católicas serão buscadas e cobradas por famílias desejosas de uma boa formação. Então, tais escolas são chamadas a viverem a sua identidade, com o máximo cuidado na formação dos seus professores, católicos que vivenciem a Fé e transbordem o amor de Cristo para os seus alunos, com a escolha e filtros de todos os materiais (dos textos, das imagens, das ideias, por exemplo), de forma que as ideologias de gênero, do relativismo, do materialismo, do hedonismo e outras sejam combatidas, bem como o cuidado com ambientes, de forma que favoreçam a Fé e as virtudes.
Tudo isso somado a boas aulas de Religião, oração todos os dias, Adoração ao Santíssimo, Confissões, Missas, Cantatas, Coroações e outros eventos religiosos. E esta educação pode ser plenamente conciliada com a preparação para o mercado, com toda a legislação, como a LDB, a BNCC, os Parâmetros Curriculares, que serão observados e ao mesmo tempo elevados pelos princípios da Educação Clássica Católica.