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domingo, 15 de maio de 2011

João Paulo II, um santo de A a Z



A   B   C   D   E   F   G   H   I   J   K   L   M   N   O   P   Q   R   S   T   U   V   W   X   Y   Z
jpIIintroMadrid 3 de Abril de 2011.- São muitos os episódios de João Paulo II que revelam e tornam manifesto  estarmos perante um santo, do princípio ao fim, de  A a  Z. O motor da sua vida foi a oração e a devoção a Nossa Senhora. Ele próprio dizia: “tentam perceber quem sou pelo exterior; mas só chegarão a entender-me pelo interior”.
A recente publicação do livro Porqué es santo, escrito pelo postulador da causa de canonização, oferece múltiplas facetas do seu carácter. Limitamo-nos a recolher alguns episódios publicados nesse e noutros livros.
O anúncio da próxima beatificação do inventor das Jornadas Mundiais, no dia 1 de Maio, despertou uma onda de alegria em muitas pessoas. Em mais de uma ocasião, Bento XVI animou os jovens a seguir o rasto de luz dos santos: “na história da Igreja, os santos encontraram na fé a força para vencer as próprias fraquezas e superar toda a adversidade. Foram construtores de paz, promotores de justiça, animadores de um mundo mais humano. Também vós, se tiverdes fé, se fordes capazes de viver e dar testemunho em cada dia da vossa fé, sereis um instrumento que ajudará outros jovens como vós a encontrar o sentido e a alegria de viver, que nasce do encontro com Cristo.” (Mensagem para as JMJ de Madrid)
Deus queira que o olhar para João Paulo II ajude todos os jovens do mundo a preparar o caminho para as Jornadas Mundiais de Madrid.
A_amigo  Amigo dos seus amigos
O afecto que nutria pelos seus amigos e companheiros de juventude sempre se manteve vivo nele não obstante o passar dos anos. Encontrava-se com eles para comer, organizava excursões, escrevia e em mais do que uma ocasião, quando já era Papa, reatou o relacionamento com pessoas que de há muito tempo não via. 
Foi o que aconteceu, por exemplo, como o engenheiro judeu Jerzy Kluger, um amigo de infância da época de Wadowice, com o qual Wojtyla desejara entrar em contacto após os trágicos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial e da deportação dos judeus para os campos de concentração nazis. Depois de ter sido eleito papa, os dois amigos voltaram a encontrar-se várias vezes, tanto no Vaticano como em Castel Gandolfo, até à morte de João Paulo II.
Também teve muitas delicadezas e provas de afecto com os colaboradores da Cúria Romana, que em muitas ocasiões felicitou no seu dia onomástico ou aniversário de ordenação sacerdotal ou episcopal. No seu último dia de vida quis despedir-se dos mais altos dignitários do Vaticano, mas também de Franco, a pessoa que tinha a seu cargo os aposentos pontifícios; e de Arturo, o fotógrafo que o acompanhou durante muitos anos.
Fonte: Por qué es santo. Slawomir Oder. Pág. 20-27.
                                                                                      
B_buenhumor  Bom humor na juventude e na velhice
BUen_humor_2Em certa ocasião perguntaram a uma pessoa muito próxima do Papa, o que é que mais a impressionava de João Paulo II, ao que ela respondeu que era o seu bom humor: “à primeira vista pode parecer que o bom humor é algo de conatural à pessoa. Mas a mim parece-me que é uma constante na vida dos santos. Aos 80 anos, manter o mesmo bom humor de quando se é jovem… só pode encontrar explicação no facto de saber-se criado por Deus”.
Já vergado ao peso dos anos, João Paulo II tinha de se apoiar num bastão para poder caminhar. Aceitou com serenidade esta nova situação. Foi assim que o mostrou, rodando com o bastão, como se fosse um brinquedo, perante milhões de jovens durante a vigília da JMJ de Manila (1995). Houve até ocasiões em que brincava com isso, recorrendo ao seu habitual bom humor. Em 1998, num dos seus discursos disse: “Gostava de vos perguntar: Porque é que o papa anda de bastão?... Estava à espera que respondêsseis: Porque está velho! Mas não; vós destes a resposta certa: Porque é ‘pastor’! O Pastor leva um bastão para apoiar-se e para manter em ordem o rebanho».

C Confiança no sacramento da Confissão
 Todas as sextas-feiras santas João Paulo II ia confessar à basílica de S. Pedro. Não resistimos em contar um episódio que demonstra a confiança de João Paulo II no sacramento da confissão.
Um sacerdote de Nova York entrou numa igreja de Roma para rezar, e nisto deu de caras com um mendigo. Depois de observá-lo durante instantes, apercebeu-se de que conhecia aquele homem. Era um companheiro de seminário, ordenado sacerdote no mesmo dia que ele. O padre, depois de identificar-se e de o saudar, escutou da boca do mendigo como tinha perdido a sua fé e a sua vocação. Ficou profundamente consternado.
CNo dia seguinte o sacerdote americano teve a oportunidade de estar com o Papa. Ao chegar a sua vez pediu ao santo Padre que rezasse pelo seu antigo companheiro de seminário, e descreveu por alto a sua situação ao Papa.
Um dia depois recebeu um convite do Vaticano para ir jantar com o Papa e que levasse consigo o tal mendigo. O sacerdote voltou à igreja onde se tinha encontrado com o seu amigo para transmitir-lhe o desejo do Papa. Uma vez convencido o mendigo, levou-o ao seu alojamento, ofereceu-lhe roupa e disse-lhe para se preparar para o encontro com o Papa.
O Pontífice, depois do jantar fez sinal ao sacerdote para os deixar sós, e pediu ao mendigo que o ouvisse de confissão. O homem, impressionado, respondeu-lhe que já não era sacerdote, ao que o Papa respondeu "uma vez sacerdote, sacerdote para sempre". "Mas eu estou destituído das minhas faculdades de presbítero", insistiu o mendigo. "Eu sou o bispo de Roma, tenho poder para tas devolver", disse o Papa.
O homem escutou a confissão do Santo Padre e pediu-lhe por sua vez para que o ouvisse também a ele de confissão». Depois dela chorou amargamente. No fim João Paulo II perguntou-lhe em que paróquia tinha estado a mendigar, e nomeou-o assistente do pároco da mesma e encarregado de atender os mendigos. Fonte: Aciprensa.
Também pode ler-se o episódio em Por qué es santo. Pág 41. 
D Devoção à Divina Misericórdiadivina misericordiaEntre os milhares de homens e mulheres de Deus que elevou aos altares, a figura que mais apreciava foi a da religiosa polaca Faustina Kowalska (1905- 1938), apóstola da devoção da Divina Misericórdia.
Em Agosto de 2002, em Lagiewniki, onde a ir. Faustina viveu e morreu, João Paulo II confiou o mundo à Divina Misericórdia, à confiança ilimitada em Deus Misericordioso.Quanta necessidade da misericórdia de Deus tem o mundo de hoje! Onde reinam o ódio e a sede de vingança, onde a guerra leva à dor e à morte dos inocentes é necessária a graça da misericórdia para acalmar as mentes e os corações, e fazer que brote a paz. Onde não se respeita a vida e a dignidade do homem é necessário o amor misericordioso de Deus, a cuja luz se manifesta o incalculável valor de todo o ser humano. Por isso, neste santuário, quero consagrar solenemente o mundo à Misericórdia Divina.    
João Paulo faleceu no dia 2 de Abril de 2005, às 21.37, ao terminar o sábado, e já quando tínhamos entrado na oitava da Páscoa e domingo da Divina Misericórdia.
Fonte: Porque é santo. Slawomir Oder. Pág. 158 
EEnfermos, lección constante para él (Doentes, lição constante para ele)EDurante a sua primeira viagem papal, realizada ao México em 1979, visitou uma igreja cheia de doentes e de inválidos. Um dos seus acompanhantes testemunhou a propósito: “O Papa deteve-se diante de cada um deles e tive a impressão de que os venerava a todos: inclinava-se para eles, tentava compreender o que lhe diziam e depois acariciava-lhes a cabeça”.
Os responsáveis pela cerimónia depressa se deram conta que, neste tipo de viagens, não deviam colocar mais de trinta doentes diante do altar. Caso contrário, dado que João Paulo II cumprimentava cada um deles, ficavam alterados os horários dos compromissos que vinham a seguir. 
FFé e fortaleza
f_fortalezaQuando se insistia com ele para que abrandasse o ritmo de trabalho e de viagens e que repousasse um pouco mais, a sua resposta era sempre: “Descansarei na vida eterna”. No decurso da sua última Semana Santa, respondeu desta forma a um cardeal que lhe sugeriu que não esgotasse as suas últimas forças: “Se Jesus não desceu da cruz, por que motivo deveria fazê-lo eu?
Consciente de que o tempo é limitado, desejava aproveitá-lo ao máximo. Num dos últimos anos da sua vida disse: “Cada vez me dou mais conta que se aproxima o momento em que terei de me apresentar diante de Deus. O dom da vida é demasiado precioso para que nos cansemos dele.
Fonte: Porque é santo. Slawomir Oder. Pág. 131. 
GGlobalidade num mundo globalglobalidada en un mundo globalÉ o primeiro Papa polaco, e o primeiro vindo de um país comunista. Se o colapso do comunismo se deu a partir de 1989 de maneira pacífica foi, segundo muitos, graças a João Paulo II. Tal como testemunhou um qualificado expoente político: “Cada um deu o seu contributo – o americano Reagan, a britânica Margaret Thatcher e o francês François Mitterrand – mas para os reunir a todos era necessária a intervenção do Santo Padre”. Inclusivamente o presidente russo, Mikail Gorbachov, reconheceu-o abertamente ao afirmar: “Não fui eu que acabei com o comunismo, mas João Paulo II”.
Fonte: Porque é santo. Slawomir Oder. Pág. 104. 
HHumildade e gratidãohumildad_homeEm 1991, décimo aniversário do atentado, João Paulo II foi a Fátima para exprimir o seu agradecimento a Nossa Senhora. Na saudação de boas-vindas, um dos presentes voltou-se para ele e exclamou: “Santo Padre, feliz aniversário!”. O Papa continuou a avançar após ter escutado essas palavras, mas depois retrocedeu e respondeu: “Tem razão, a primeira vida foi-me dada; a segunda foi-me oferecida há dez anos”. Um presente que o levou a adoptar o costume de, em todos os dias 13 de Maio pela tarde, à hora do atentado, celebrar uma santa missa de acção de graças na capela privada.
IInstrumento de Deusinstrumento_de_diosConsiderou-se sempre um instrumento de Deus, ao serviço do que Ele lhe pedira. “A minha vocação é um mistério inclusive para mim”, dizia numa ocasião João Paulo II. “Como se podem explicar os caminhos de Deus? E mesmo assim, sei que em certo momento da minha vida percebi claramente que Cristo me dizia o que tinha dito já a milhares de pessoas antes de mim ‘Vem, e segue-me!’. Era evidente que o que sentia no meu coração não era nem uma voz humana nem uma ideia minha. Cristo estava a chamar-me para que o servisse como sacerdote”.
A ordenação foi um momento chave na vida de Karol Woytila. Sublinhou-o ele mesmo afirmando que “nada tem mais importância para mim ou me causa maior alegria que celebrar diariamente a missa e servir o povo de Deus na Igreja. E isso é assim desde o próprio dia da minha ordenação como sacerdote. Nada o conseguiu alterar em nenhum momento, nem sequer o facto de ser agora Papa”.
Fonte: Por qué es santo. Slawomir Oder. Pág.32 e 40.
JLos jóvenes siempre en su corazón (Os jovens sempre no seu coração)
jovenes 2O seu amor aos jovens impulsionou-o a iniciar em 1985 as Jornadas Mundiais da Juventude. Nas 19 edições da JMJ celebradas ao longo do seu pontificado reuniram-se milhões de jovens de todo o mundo.
 “O que é a juventude?”, dizia João Paulo II numa entrevista.  “Não é somente um período da vida correspondente a um número de anos, mas é ao mesmo tempo um tempo dado pela Providência a cada homem, durante o qual procura como o jovem rico do Evangelho, a resposta às questões fundamentais; não só o sentido da vida mas um plano concreto para começar a construir a sua vida. Nos jovens há um imenso potencial de bem, e possibilidades criativas. Ninguém inventou as jornadas mundiais dos jovens. Foram eles quem as criaram. Não é verdade que seja o Papa quem leva os jovens de um extremo ao outro do globo terrestre. São eles que o levam a ele”.
Fonte: Juan Pablo II, Cruzando el umbral de la esperanza. Pág. 131
KKarol Woytila em privado
karol woytila“Karol Woytila exactamente como era visto em público: um homem enamorado, um cristão que olhava para além de si mesmo. A sua peculiaridade pessoal aparecia principalmente na sua relação com Deus. Por isso a sua espiritualidade era atraente e cativante. Sofrendo, ou rindo, não mantinha uma relação especulativa com uma divindade distante. No seu dia-a-dia, estar com Deus constituía a maior paixão, a mais intensa prioridade, e sempre mais, o mais normal do mundo. Deus não é um código moral, mas uma Pessoa com a qual poder falar pessoalmente e inclusive poder dizer se é necessário: ‘Às vezes não te entendo!’” (depoimento de Joaquín Navarro- Valls, ex porta-voz de João Paulo II).
Fonte: Joaquín Navarro-Valls. Recuerdos y reflexiones.

LLolek, chegaria a converter chefes da máfia
lolekNa sua infância os seus amigos chamavam-lhe Lolek, e esse diminutivo também foi usado depois pelos seus parentes e algumas pessoas mais próximas da Polónia.
Quem disse que seria impossível que Lolek fosse Papa e que o seu exemplo converteria muitos…!  No dia 14 de Novembro de 2002 João Paulo II visitou o parlamento italiano, a primeira vez que o chefe da Igreja Católica o fazia em 150 anos. O seu discurso centrou-se no terrorismo internacional e na globalização; e foi tão eloquente que ao vê-lo pela televisão o mafioso italiano Benedetto Marciante, chefe da Cosa Nostra e acusado de homicídio e de extorsão, entregou-se à polícia romana.
Fonte: Aciprensa

MMortificação desapercebida
“O seu exemplo parecia ensinar que é melhor sofrer com Deus que alegrar-se sozinho. Com muita frequência, para João Paulo II tratava-se só de aproveitar alguma ocasião oferecida pelas vivências quotidianas para oferecer algum sacrifício pequeno ou grande. Recusar no avião a cama preparada para ele nas longas viagens intercontinentais, e dormir em alternativa - ou tentar fazê-lo - no assento ou reduzir a quantidade de alimento numa refeição, com aparente indiferença. O fim de toda a austeridade sensível era sempre garantir à sua alma a perfeita união com Cristo, e a total disponibilidade a escutar o chamamento interior de Deus”. (depoimento de Joaquín Navarro- Valls, ex porta-voz de João Paulo II)
Fonte: Joaquín Navarro-Valls. Recuerdos y reflexiones.
NNão tenhais medo!, foram as suas primeiras palavras como Papa
no tengis miedo"Não tenhais medo" foram as primeiras palavras que João Paulo II lançou ao mundo inteiro da Praça de São Pedro, quando inaugurou o seu pontificado, em 22 de Outubro de 1978. Essas palavras percorreram, como uma melodia, todo o seu trabalho como Vigário de Cristo, até à sua morte santa em 2005.
Não tenhais medo de abrir de par em par as portas a Cristo! Esta expressão é, possivelmente, um dos gritos mais esperançados e revolucionários do mundo contemporâneo, que se debate entre a angústia e os medos perante os monstros que ele próprio criou: a guerra, a cultura da morte, a perda da dignidade humana...

OOração como motor da existência
O“Em certa ocasião em que pensava estar só na sua capela, ouvi-o cantar enquanto fixava o seu olhar no Sacrário. Não entoava um tema litúrgico, mas canções populares polacas. Uma vez mais me veio à mente santo Agostinho, o qual afirmava que ‘cantar é rezar duas vezes’. Pessoalmente parecia-me que em si transparecia, ao mesmo tempo, a riqueza intelectual de um teólogo e a inocência espontânea de uma criança”.
Fonte: Joaquín Navarro-Valls. Recuerdos y reflexiones

PPedir perdão e perdoar
PEm 12 de Março de 2000, pediu perdão pelas faltas humanas cometidas pela Igreja Católica em toda a sua história. Fazendo referência às cruzadas, à inquisição, à discriminação em relação às mulheres e às etnias.
Também passou à história o momento em que se encontrou na prisão com Ali Agca, que cometeu o atentado contra o Papa. Apesar de João Paulo II ter dito sempre que desde o primeiro instante lhe tinha perdoado

qQuem é João Paulo II, por Bento XVI
Juan Paulo II foi sacerdote até ao fim, porque deu a sua vida a Deus pelas suas ovelhas e pela inteira família humana, numa doação quotidiana ao serviço da Igreja e sobretudo nas difíceis provas dos últimos meses. No primeiro período do seu pontificado João Paulo II, ainda jovem e cheio de força, ia até aos confins do mundo. Mas depois, identificando-se com Cristo na Cruz, anunciou também incansavelmente e com renovada intensidade o Evangelho, o mistério do amor que vai até ao fim. (cf Jo 13, 1).
Podia ver-se que a lição do Papa sofredor era um magistério que ultrapassava o seu magistério verbal. Parecia que com as obras dizia o que tinha dito com palavras: “Cristo, sofrendo por todos nós, deu uma nova dimensão ao sofrimento e introduziu-o na ordem do amor… é o sofrimento que queima e consome o mal com a chama do amor”.
Fonte: Homilia do Cardeal Joseph Ratzinger no funeral do Papa João Paulo II e La luz del mundo. Bento XVI, pág 93.

RRosário, sua oração preferida
rosarioO rosário (terço), como o mesmo reconhecia, era a sua oração preferida. “Depois de uma conversa com o Papa - recordou uma testemunha - tive a sorte de ouvir como me dizia: ‘Vamos rezar o terço, quer vir connosco?’ Segui-o até ao terraço dos seus aposentos e dessa forma pude entender o valor desse rosário: tratava-se de um momento de vigília pela sua diocese, por toda a Igreja, pelo mundo e pelos que sofrem. ‘Olhe!’, dizia-me às vezes entre um mistério e outro indicando-me os edifícios do Vaticano e de Roma.” Ao mesmo tempo que via esses edifícios rezava por todas as pessoas que ali viviam e trabalhavam.
SServiço, em todas as suas ocupações
servicioEn 2004 dizia na sua autobiografia: “Para um bispo é muito importante relacionar-se com as pessoas e aprender a tratá-las adequadamente. Pelo que me diz respeito, é significativo que nunca tenha tido a impressão de que o número de encontros fosse excessivo. De todos os modos, a minha preocupação constante foi a de cuidar em cada caso o carácter pessoal do encontro. Cada um é um capítulo à parte. O que faço é simplesmente, rezar por todos diariamente. Quando encontro uma pessoa, rezo logo por ela, e isso sempre facilita a relação. Tenho como princípio acolher cada um como uma pessoa que o Senhor me envia, e ao mesmo tempo, me confia”.
Fonte: Juan Pablo II, ¡Levantaos! ¡Vamos!
TTotus tuus, todo teu - dizia à Virgem Maria
totus tusEn honra da Virgem Maria quis que no seu escudo de bispo figurasse o lema: “Totus tuus”, como uma maneira de dizer à Virgem Maria: sou ‘todo teu’, em ti confio.
São muitos os episódios que manifestam a sua confiança na Virgem Maria, como o caso que se conta de seguida. O Cardeal Deskur contou que quando tinha sido nomeado arcebispo de Cracóvia, Woytila encontrara o seminário quase vazio, o que o moveu a fazer uma promessa a Nossa Senhora: ‘Farei tantas peregrinações a pé a todos os santuários, pequenos ou grandes, próximos ou afastados, como o número de vocações que me concedas em cada ano’. De repente, o seminário começou a encher-se de novo; quando o arcebispo deixou Cracóvia para ser Papa, tinha quinhentos alunos. Esta sagrada promessa à Virgem Maria era um dos motivos que levava João Paulo II a insistir que as visitas programadas durante as suas viagens pastorais incluíssem sempre um lugar de culto mariano.
En 1981 mandou colocar uma imagem da Virgem, Maria Mãe da Igreja na praça de São Pedro, pois não havia nenhuma imagem dela nesse lugar.
Fonte: Por qué es santo. Slawomir Oder. Pág. 165.
UUniversalidade
Em meados dos anos noventa tornou-se popular uma anedota no Vaticano: ‘Qual é a diferença entre Deus e João Paulo II? Deus está em toda a parte, enquanto que o Papa já lá esteve’. O Pontífice realizou 146 viagens por Itália e 104 ao estrangeiro. Estas viagens permitiram que milhões de pessoas, que jamais tinham podido visitar o Vaticano, vissem o Pontífice em pessoa e escutassem as suas palavras, e com elas a esperança do Evangelho.
 

vVocação à santidade de todos os cristãos
vocacion santidad todos los cristianos“Os caminhos de santidade são múltiplos e adequados à vocação de cada um. Que potencial de graça fica como que inerte na multidão incontável dos baptizados! O chamamento não se dirige só aos sacerdotes ou aos religiosos e religiosas, mas estende-se a todos. Como bispo apoiei numerosas iniciativas dos leigos. (…) Por exemplo, o Ofício para a pastoral familiar, as reuniões de estudo para estudantes de medicina chamados ‘Kler-med’ ou o Instituto para a Família. Estive também ao lado de iniciativas novas: o caminho neo-catecumenal ou a Opus Dei. Ambos nascidos em Espanha, país que tantas vezes deu impulsos providenciais para a renovação espiritual. Nos anos do meu ministério em Cracóvia senti sempre a proximidade espiritual dos Focolares. Outro movimento surgido da vitalidade da Igreja em Itália é o Comunhão e Libertação.”
Fonte: ¡Levantaos! ¡Vamos! Pág. 50 y 108. 
wWoytila, onde está Woytila?
Onde está Woytila? Quando recordamos o que João Paulo II levou a cabo, os “grandes eventos” misturam-se com a recordação de momentos simples de oração, que foram uma razão de assombro inclusive para os seus colaboradores. “Nos anos setenta, eu era já o capelão dos estudantes da Universidade Católica de Lublín. No início do ano académico, o então cardeal de Cracóvia veio para participar na Eucaristia na Igreja da universidade, na inauguração oficial do grande auditório, e no almoço. Depois disso, o cardeal estava pronto para regressar a Cracóvia. O reitor da Universidade, o padre Krapiec, acompanhou-o até ao carro, mas deteve-se a conversar com outro convidado. Foi então que o cardeal “desapareceu”! Os dez segundos que esperaram pareceram-lhe dez séculos. O reitor, acostumado a ter tudo sob controlo, não sabia aonde poderia ter ido o cardeal. Perguntou-me: “Onde está Wojtyla? O cardeal desapareceu! Onde está?” Com um ligeiro sorriso brincalhão, deixar passar um pouco de tempo antes de lhe responder. Disse-lhe então: “Provavelmente foi à Igreja”. Ali fomos, e efectivamente, encontrámos p cardeal, ajoelhado em oração diante da Via Sacra.
xXXXX viagens à volta do mundo
xxxxDe seguida, algumas estatísticas relativas ao histórico papado de João Paulo II, que começou em 16 de Outubro de 1978. O Papa esteve no cargo mais de 26 anos, o terceiro pontificado mais longo em 2.000 anos de história da Igreja Católica Romana.
Durante o seu pontificado, o Papa João Pabuo II:
•    viajou um total de 1.247,613 quilómetros, ou seja, 3,24 vezes a distância da Terra à Lua, em viagens papais dentro e fora de Itália
•    realizou 104 viagens fora de Itália
•    visitou 129 países e territórios diferentes
•    realizou 146 viagens em Itália e 301 visitas a paróquias de Roma
•    passou 822 dias, ou mais de dois anos e três meses, fora do Vaticano
•    leu mais de 20.000 discursos, somando mais de 100.000 páginas.
•    celebrou mais de 1.166 audiências gerais no Vaticano às quais assistiram mais de 17,64 milhões de pessoas.
•    emitiu mais de 100 documentos importantes, incluindo 14 encíclicas, 45 cartas apostólicas e 15 exortações apostólicas.
•    beatificou 1.345 pessoas e canonizou 483  pessoas, mais que todos os seus predecessores nos últimos quatro séculos juntos. Guardava a biografia de todos eles em duas grossas capas que tinha no seu quarto, e lia-as frequentemente para inspirar-se na prática das virtudes.
•    Reuniu-se com mais de 1.590 chefes de Estado ou de Governo.
A maior multidão reunida numa missa papal foi uns quatro milhões de pessoas em Manila em 1995. O menor número de pessoas que foram participar numa missa papal foi de umas 200 durante uma viagem aos países nórdicos em 1989.
Fonte: www.aciprensa.com/juanpabloii/viajescifras.htm e Por qué es santo, pág 158.
yYa ‘¡Santo ya!‘ (Já “Santo já”!)
santo yaJoão Paulo II faleceu em 2 de Abril de 2005, às 21.37. Desde aquela noite até ao dia 8 de Abril, dia em que se celebraram as exéquias do defunto pontífice, mais de três milhões de peregrinos renderam homenagem a João Paulo II, chagando a fazer 24 horas de fila para poder aceder à basílica de São Pedro. Muitos gritavam em coro e levantavam placardes que diziam: Santo subito (que em italiano, quer dizer ‘santo já’)

Em 28 de Abril, o Santo Padre Bento XVI dispensou do tempo de cinco anos de espera desde a morte para iniciar a causa de beatificação e canonização de João Paulo II. A causa foi aberta oficialmente pelo cardeal Camillo Ruini, vigário geral para a diocese de Roma, em 28 de Junho de 2005. Em 1 de Maio João Paulo II será beatificado.
zZ… da janela do Cielo
zzz desde la casa del cieloDepois da morte de Karol Woytila, o então Cardeal Ratzinger plenamente convencido da santidade de João Paulo II disse: “em vida, o Papa da janela do seu quarto abençoava as pessoas.  Agora da janela da Casa do Padre no céu, olha-nos e nos dá a sua bênção”.
Milhares de pessoas de todo o mundo recorrem diariamente à sua intercessão espontaneamente e através da oração para implorar favores através da sua intercessão

sábado, 14 de maio de 2011

Biografia de João Paulo II

2005-04-02 23:24:06 O Papa polaco é uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e tem atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio. Karol Wojtyla nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, no sul da Polónia, filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, e Emília Kaczorowsky, uma jovem de origem lituana. Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe, o falecimento de sua mãe ao dar à luz a uma menina que morreu antes de nascer. Três anos mais tarde faleceu o seu irmão Edmund, com 26 anos, e em 1941 morre o seu pai. Em 1938 foi admitido na Universidade Jagieloniana, onde estudou poesia e drama. Durante a II Guerra Mundial (1939- 1945) esteve numa mina em Zakrzowek, trabalhou na fábrica Solvay e manteve uma intensa actividade ligada ao teatro, antes de começar clandestinamente o curso de seminarista. Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia. Segundo relata o actual Pontífice, estas experiências ajudaram-no a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a simplicidade, a sensatez e o fervor religioso dos trabalhadores e pobres. As marcas no seu corpo começam a aparecer quando em Fevereiro de 1944 é atropelado por um camião alemão e é hospitalizado. Ordenado sacerdote em 1946, vai completar o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutora- se em teologia na Universidade Católica de Lublin, onde foi professor de ética. A forma filosófica, que integrava os métodos e perspectivas de fenomenologia na filosofia Tomistica, de gerir as questões que se lhe apresentavam no dia a dia, estão relacionadas com a sua "devoção" ao pensador Alemão Mas Scheler. No dia 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do administrador apostólico de Cracóvia, D. Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do episcopado polaco. Participou no Concílio Vaticano II, onde colaborou activamente, de maneira especial, nas comissões responsáveis na elaboração da Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes. Durante estes anos o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso labor apostólico, especialmente com os jovens, com os quais compartilhava tantos momentos de reflexão e oração como espaços de distracção e aventura ao ar livre. No dia 13 de Janeiro de 1964 faleceu D. Baziak e Wojtyla sucedeu-lhe na sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese. Durante este período como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, pela promoção do apostolado juvenil e vocacional, pela construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, pela promoção humana e formação religiosa dos operários e também pelo estímulo ao pensamento e publicações católicas. Representou igualmente a Polónia em cinco sínodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977. Em Maio de 1967, aos 47 anos, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em 1978 morre o Papa Paulo VI, e é eleito como novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos que tomou o nome de João Paulo I. O "Papa do Sorriso", entretanto, falece 33 dias após a sua nomeação e no dia 15 de Outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla é eleito como novo Papa, o primeiro papa não-italiano desde 1522, ano da eleição do holandês Adriano VI. Tendo-se formado num contexto diferente dos Papas anteriores, João Paulo II viria a imprimir na Igreja um novo dinamismo, impondo ao mesmo tempo um maior rigor teológico e disciplinar. <="" b=""> O Papa que veio do Leste recebeu uma Igreja cujo governo atravessava uma certa crise, presa na tensão entre os avanços do Concílio e a perda de identidade perante a modernidade. Desde o início, João Paulo II pediu “não tenhais medo” e fala na primeira pessoa do singular em vez do plural: esta afirmação de identidade vem acompanhada de uma experiência histórica notável, atravessando guerras mundiais e a vivência sob um regime comunista, que fala ao coração de milhões de pessoas. A enorme produção doutrinal do Papa (ver números) deve, pois, ser lida à luz da necessidade de dar respostas pastorais a um mundo em mudança. João Paulo II sempre foi capaz de definir etapas mobilizadoras da Igreja e do mundo, na busca de uma identidade forte – visível na devoção mariana e na formulação de um todo doutrinal – que fosse capaz de sustentar o diálogo com outras confissões religiões. A sensibilidade para as implicações na sociedade da acção da Igreja não inviabilizou que o Pontificado tivesse dado prioridade à acção pastoral, mesmo sem secundarizar a política. A ideia, explícita logo desde a primeira encíclica, é recentrar a mensagem cristã em Jesus, que revela ao homem o seu destino e a sua dignidade. A “Redemptor Hominis” de João Paulo II revela-o atento à necessidade não só do diálogo ecuménico com todas as Igrejas cristãs, mas também com todas as religiões. Neste Pontificado há uma grande novidade: o Papa sabe que o mundo não se tornará completamente cristão ou católico, sabe que é necessário viver com os demais, sejam judeus, muçulmanos ou ateus, e isto é radicalmente novo na concepção da Igreja. Esta novidade representa um ponto fundamental deste Pontificado, a consciência de que a experiência católica tem de conviver com outras, e é pela qualidade desse convívio que ela pode evangelizar. Muitos falam de um “Papa político”, alguém que lutou abertamente contra os regimes comunistas de Leste desde a sua primeira viagem à Polónia em 1979 e contra o capitalismo reinante na sociedade ocidental. A Igreja é desafiada a resistir, anunciar e mudar: os apelos do Papa em favor do Terceiro Mundo percebem melhor à luz destas premissas. As profundas transformações ocorridas na Europa no final do segundo milénio e no início do terceiro têm em João Paulo II um dos principais protagonistas. No começo do pontificado de João Paulo II, a Europa, pelo Tratado de IALTA, continuava dividida em dois blocos por motivos ideológicos e geopolíticos. Começava a surgir, à época, o Sindicado Solidariedade, que ameaçava provocar instabilidade não só no interior da Polónia mas também em outros países do Leste Europeu. O Papa apoiou e estimulou a chamada “Ostpolitik”, conduzida pelo seu Secretário de Estado, o Cardeal Agostinho Casaroli, e continuada pelo seu sucessor, o Cardeal Angelo Sodano. O processo culminou, no período do Presidente Gorbachev, em marco de 1990, com o restabelecimento das relações oficiais entre o Vaticano e a ex-União Soviética. João Paulo II é um ardoroso defensor da “Grande Europa”, que se estende do Atlântico aos Urais. A “Grande Europa”, segundo ele, deve respirar com os dois pulmões, alimentar-se com a riqueza das duas tradições: a cristã-ocidental e a eslavo-ortodoxa. Com o final da guerra fria, os medos da humanidade viram-se hoje para a guerra das civilizações, confrontos com motivações religiosas entre o mundo árabe e o Ocidente. O papel de João Paulo II, mesmo aos 83 anos, voltou a ser fundamental. A campanha contra a guerra no Iraque é o acto que simbolicamente congrega as iniciativas e apelos de paz de João Paulo II ao longo dos últimos 26 anos, nascidos da convicção de que o respeito pelos direitos humanos é o único caminho para os povos. Menos unânimes, mas igualmente firmes, foram as posições do Papa sobre os temas do matrimónio, da família, da defesa da vida desde a sua concepção até ao momento da morte natural ou da moral sexual. Essa acção, mesmo se contestada, apresenta João Paulo II como uma consciência crítica, em referência constante ao Evangelho. Hoje, 2 de Abril, o último gigante do nosso tempo morreu no Vaticano. Fonte Ecclesia

Lech Walesa: João Paulo II fez o milagre de derrotar o comunismo na Polônia

04.05.2011 - O Ex-presidente da Polônia e Prêmio Nobel da Paz, Lech Walesa, recordou a João Paulo II como um dos artífices da derrota do comunismo nesse país e como com sua ajuda essa nação pôde derrotar o regime com as armas da fé e da solidariedade. Em um artigo publicado pelo L’Osservatore Romano na edição de 4 de maio, que também faz parte do primeiro capítulo do livro "Sobre as asas da liberdade: Fé e solidariedade juntas fizeram milagres", publicado com a ocasião da beatificação de João Paulo II, Walesa recorda a situação da Polônia nos anos 70 quando o país era dominado pelo comunismo e os grupos opositores eram pequenos e estavam desunidos. "Ao final dos anos setenta, a oposição ao regime comunista na Polônia era muito fraca: pequenos grupos de pessoas nas que sempre crescia o desalento e a divisão interna, eu mesmo, por pertencer a eles, estava de licença e tinha que prover para cinco dos meus agora oito filhos. ‘Necessitamos tanto coisas, pense como consegui-lo, faça as coisas’, dizia-me minha esposa Danuta que certamente nunca obstaculizou minha atividade política: ela tinha entendido que o que eu fazia era também para o futuro dos nossos filhos". Em meio de grandes dificuldades, "naquele momento de grande debilidade, de desconfiança e impotência, quando tudo parecia perdido, Deus veio ao nosso auxílio: em 16 de outubro de 1978 um polonês foi eleito Papa, um polonês de nome Karol Wojtyla. E depois de um ano, apenas um ano depois, esse Papa veio à Polônia". Walesa não pôde ver o Papa porque as autoridades o impediram, entretanto recorda com emoção que no dia 2 de junho de 1979 mais de um milhão de pessoas escutaram a João Paulo II em Varsóvia e clamaram "Queremos Deus, queremos Deus!" Logo depois de dizer-lhes que os abraçava "com o pensamento e o coração", o Pontífice disse: "e grito, eu, filho de terra polonesa e eu, João Paulo II Papa, grito do profundo deste milênio, grito na vigília do Pentecostes: que descenda seu Espírito! E renove a face da terra, desta terra!" Walesa precisa então que o Papa não incitou à luta armada mas à luta da fé, à "imensa potência de Deus". "Ante o poder comunista estávamos como imobilizados e aturdidos: em nossos corações uma grande alegria havia desalojado a incerteza e o medo, víamo-nos os olhos uns aos outros cheios por uma esperança nova para o futuro, olhando ao nosso redor que evidentemente não fomos poucos e que se era possível acreditar". A partir desse dia "fomos testemunhas e protagonistas juntos da força inquebrável da fé: em que apesar de cinqüenta anos de comunismo na Polônia, um povo inteiro participava dos encontros do Papa, um povo inteiro começou a rezar e esperar". Esta atitude do povo não agradou as autoridades que viam que sua doutrinação comunista não desterrou a fé, recorda Walesa e precisa além que sem o Papa nunca teria sido possível a experiência do movimento Solidariedade que liderou, o projeto de onde se traçou de maneira pacífica a mudança para o país. "Sem o Papa Wojtyla não teria havido a experiência de Solidariedade, aquela experiência única e tão potente de solidariedade dos homens em luta pacífica pela liberdade que o mundo conheceu perto de um anos depois da visita do Papa polonês à sua terra". Depois de recordar que o governo desterrou das pedreiras as imagens da Virgem negra de Czestochowa e do Papa, Walesa refere umas palavras de um líder aos operários quando a situação do país era complicada "Se isto for assim, quem está contra nós? Se tivermos iniciado isto no nome de Deus, vamos adiante com Ele". E assim, conclui Walesa, "fé e solidariedade juntas fizeram milagres". Fonte: ACI