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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Bento XVI e o jornalismo arregão



Já foi dito por muitos católicos que acompanhar a cobertura desta renúncia papal e do próximo conclave por determinada imprensa era um tipo excelso de sacrifício. Não é de se admirar. Já teve jornal de primeira linha divulgando desde que a renúncia criava um precedente para se acabar com a infalibilidade papal - oi? - até que o momento era uma deixa para um Concílio Vaticano III. Mas até aí, sejamos tolerantes, opiniões jogadas ao vento, aceitas por qualquer papel.
O nível geral, no entanto, desceu drasticamente na última sexta feira, dia 15, quando a Folha de São Paulo divulgou o artigo de Barbara Gancia sobre o tema em questão.
Muito diferente dos outros textos, em que opiniões e especulações - por mais mirabolantes que fossem - eram colocadas em pauta com um mínimo de fundamento e seriedade, esse artigo chocou pelo seu caráter estrito de folhetim, propaganda e ataque pessoal. Dá para ver o veneno contido por entre a tipografia. Ao que tudo indica, a idéia era mesmo debochar, invocar ar de superioridade e capitalizar.

O artigo se intitula "Bento XVI, o Arregão". O escopo do artigo versa que Bento XVI se acovardou diante dos desafios da Igreja, que sua renúncia foi um sinal de "derrotismo", "frouxidão", e que este sai "de cena mordido", incapaz de imitar a Cristo. Começa criticando o fato do papa ter renunciando em latim - não ficou claro qual seria a sugestão para se falar diante de cardeais do mundo inteiro que falam em comum, o latim - depois entra nos clichês sobre pedofilia e encerra de forma épica qualificando João Paulo II de misógino. Mas a idéia toda do artigo é a exploração do próprio título, sendo o conteúdo conseguinte apenas desculpa para se divulgar o rótulo e ridicularizar. Bento XVI, seria então arregão.

Quando Joseph Ratzinger fez exatos 75 anos, confessou num seminário em Roma que estava muito cansado e doente. Era diabético, hipertenso, já tinha sofrido AVC e pedido dispensa 3 vezes do seu cargo a João Paulo II, sendo as 3 vezes negada. Já usava marca-passo há algum tempo. Dois anos depois, quando João Paulo II morre e seu sonho de voltar para a Alemanha lecionar finalmente surge no horizonte, os cardeais votam em maioria pela eleição de Ratzinger. Ele poderia ter dito não. Além de todo o vasto campo de trabalho que o cargo de chefe de estado exige - precisando receber Presidentes, Primeiros-Ministros, Diplomatas, etc - Ratzinger ainda teria que zelar pelo rebanho de 1 bilhão de fiéis no mundo. Que empreendimento humano pede tanto a uma pessoa idosa, com saúde delicada? Nenhum. Como dito, ele poderia ter recusado. A história nos mostra no entanto, que ele disse sim.

Mas para Barbara Gancia, Bento XVI não passa de um arregão.

A Igreja Católica tem 4 mil bispos no mundo, sendo que como Papa, Bento XVI precisaria gastar tempo individualmente com cada um deles e periodicamente. Some a estes, outros 180 núncios apostólicos espalhados em quase todos os países. Como Papa, Bento XVI precisaria escrever cartas, encíclicas, constituições e exortações apostólicas, homilias, discursos, preparar catequeses e audiências semanais. Como Papa, Bento XVI precisaria viajar, e muito. Como Papa, Bento XVI precisaria governar o Estado do Vaticano e a Cúria Romana. Como Papa, Bento XVI precisaria rezar, e as vezes, até dormir. Como sabemos, ele disse sim para tudo isso.

Mas para Barbara Gancia, Bento XVI não passa de um arregão.

Em apenas oito anos e já com idade avançada e saúde frágil, Bento XVI fez pelo menos 28 viagens fora da Itália, sendo algumas delas extremamente pesadas. Em 2005, jovens do mundo todo foram escutar o Papa professor em Colônia. Em 2006 foi a vez de se encontrar com as famílias, em Valência. Em 2007 celebrou a canonização do nosso primeiro santo. Em 2008 visitou o "Ground Zero", em New York, e rezou pelas vítimas do terrorismo além de se encontrar com as vítimas dos injustificáveis abusos sexuais. Em 2009 rezou no muro das lamentações, na Terra Santa e nos anos seguintes ainda visitaria Portugal, Reino Unido, Chipre, Croácia, Madri, Alemanha, Benim, México, Cuba…até para o Líbano o Papa viajaria, no meio de tumultos, tiros, e convulsões civis…e em cada viagem, quilos de papéis com discursos, protocolos com autoridades locais, eclesiásticas, além das atividades espirituais próprias para com cada comunidade.

Mas como sabemos, para Barbara Gancia, Bento XVI não passa de um arregão.

De 2005 a 2012, Bento XVI nos deixou ao menos 279 cartas, 139 cartas apostólicas, 117 constituições apostólicas, 18 motu proprio, 4 exortações apostólicas, 3 encíclicas, 3 extensos livros narrando a sua biografia de Jesus Cristo, além de milhares (sim, milhares) de discursos e homilias. Os números são quase miraculosos, não fossem o rigor e a disciplina germânica que sempre marcaram a atividade de Joseph Ratzinger (doutor em 7 universidades), aquele mesmo que 8 anos antes já havia pedido 3 vezes por dispensa.

É, mas para Barbara Gancia, Bento XVI não passa de um arregão.

O código de direito canônico prevê a renúncia de todos os cargos eclesiásticos, inclusivo de um Papa. Não é um fato comum que um Papa renuncie, mas é um fato normal, ou seja, dentro da normalidade da Igreja. Bento XVI já havia emitido sua opinião em entrevista a Peter Seewald: se um Papa não consegue mais assumir os seus encargos, não apenas teria o direito de renunciar mas poderia até mesmo ter o dever de fazê-lo. O mesmo Seewald revelou nesse sábado, dia 16, que Bento XVI estava "esgotado há muito tempo", e que este ouvira do Papa um comovente "sou um homem idoso, as forças me abandonaram, acho que basta o que fiz até agora". Seewald ainda confidenciou que o último livro do Papa fora escrito "com suas últimas forças".

Bem, você já sabe o que a Barbara Gancia pensa de Bento XVI: arregão.

Nos dias seguintes a renúncia, autoridades do mundo todo vieram se manifestar em consideração a Bento XVI. O presidente da Itália disse que se tratava de um ato "de grande coragem e generosidade". Barack Obama disse que seu "apreço e orações" estavam com o papa. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que aquela era uma "decisão difícil que deve ser respeitada". David Cameron, primeiro-ministro britânico, disse que Bento XVI foi um papa que fez todos se sentarem e pensarem e que "fará falta como um líder espiritual de milhões de pessoas". "Eu acredito que ele merece muito crédito para o avanço das relações inter-religiosas em todo o mundo e entre o judaísmo, o cristianismo e o islamismo”, afirmou o rabino chefe israelense, Yona Metzger.

Ao contrário dessas pessoas, Barbara Gancia considera Bento XVI um arregão.

Peço desculpas pela insistência em reafirmar a opinião da jornalista tantas vezes. Era apenas para deixar claro que Barbara Garcia teve uma grande chance de escrever com seriedade, com decoro e honestidade. Deixou de lado a ética e optou pelo deboche, pela injúria pura e simples. Neste artigo, Barbara desistiu de fazer jornalismo, ou em outras palavras, Barbara decidiu arregar.



Publicado no jornal Gazeta do Povo.

Silvio Medeiros
, publicitário, foi vencedor por 4 quatro vezes do Festival de Cannes.

O Papa e a Igreja em foco



Respostas a alguns comentários errôneos a respeito do Papa e da Igreja

Campinas,  (Zenit.org). Vanderlei de Lima | 170 visitas

Nestes dias, devido à renúncia do Papa Bento XVI, muitos comentários são feitos a respeito do Papa e da Igreja, de modo a requerer, para o bem da verdade, oportunas reflexões.
A revista Veja, de 20/02, trouxe, num artigo, de modo geral, simpático a Bento XVI, mas ácido em relação à Cúria Romana e à Igreja, o seguinte questionamento: “Se a um papa é permitido renunciar ao que seria um casamento com a Igreja, abençoado pela vontade divina, por que marido e mulher não poderiam divorciar-se?” (p. 79).
Em resposta notamos, muito sinteticamente, que Joseph Ratzinger não renunciou ao “casamento com a Igreja”, pois ser Papa não é um tipo de complemento do sacramento da Ordem que ele possui em grau pleno, na condição de Bispo, e continuará a possuir até o fim de seus dias, apesar de não mais exercer a função de Bispo de Roma.
Assim como a Igreja não pode apagar a marca indelével (caráter) do sacramento da Ordem conferido a um de seus filhos, também não pode abolir a indissolubilidade do sacramento do Matrimônio. Ela é administradora zelosa e não dona da Palavra de Deus.
É certo que se a Igreja abrisse as portas ao segundo ou ao terceiro casamentos, às uniões homossexuais, ao aborto, ao uso de preservativos etc. atrairia o aplauso de alguns, mas trairia a sua verdadeira missão. Fiel a Deus e não aos desenfreados caprichos humanos, ela preferiu perder, no século XVI, o Reino Unido do que declarar nulo o casamento válido do rei Henrique VIII com Catarina de Aragão.
Por essas e por outras razões, a Igreja é incompreendida pelos falsos libertários, anticlericais e católicos incoerentes de nossos dias como sempre foi ao longo da história. Todavia, ela nunca deixou de ser, apesar das falhas de não poucos de seus filhos, um porto seguro aos homens e às mulheres de todos os tempos.
Portanto, nenhuma pessoa de bom-senso pode afirmar que a Igreja está longe do povo, mas reconhece, sem demora, que são os homens que estão afastados de Deus e, por isso, se opõem à mensagem do Evangelho ou trocam-na por mesquinharias.
Outra bijuteria que mais especialmente nestes dias ronda o mundo é a afirmação infundada de que o Papa João Paulo I foi assassinado, em 1978, pela Cúria Romana ávida de poder e cheia de interesses mesquinhos.
Em resposta, notamos que ao acusador cabe o ônus da prova. Não basta falar, é preciso comprovar o que se diz sob pena de cair em descrédito. Na verdade, porém, tal prova não existe, uma vez que a causa mortis de João Paulo I foi, conforme seu atestado de óbito citado por historiadores e jornalistas imparciais, um infarto agudo do miocárdio. Aliás, sua família teve também outros membros falecidos subitamente pelo mesmo motivo, segundo atestam Andrea Tornielli e Alessando Zangrando no penúltimo capítulo do livro João Paulo I. O Papa sorriso, publicado no Brasil pela Editora Quadrante.
E mais: quem estuda atentamente a história dos Papas não faz mistério em torno da morte de João Paulo I com apenas 32 dias de pontificado, pois sabe que Estevão II (752) faleceu três dias após a eleição e Urbano VII (1590) morreu doze dias depois de assumir a cátedra de Pedro. Outros Papas que ficaram entre 13 e 30 dias no cargo foram por ordem de tempo: Celestino IV (1241), Sisinio (708), Teodoro II (897), Marcelo II (1555), Dâmaso II (1048), Pio III (1503), Leão XI (1605), Valentim (827) e Bonifácio VI (896).
Não negamos, com isso, que na Cúria Romana, criada para auxiliar o Papa, se tenha – como em outros lugares (que o diga o nosso país do “mensalão” e da “privataria tucana”) – homens falhos e indignos. Contudo, não façamos dessas falhas trampolins para acusar a Igreja. Ela é santa, mas traz em si os filhos pecadores para os quais, como mãe carinhosa, oferece o remédio às suas faltas no sacramento da Confissão.
Vanderlei de Lima é filósofo e autor do livro Papa Bento XVI: aspectos polêmicos do seu pontificado, a ser lançado pela Editora Ecclesiae, de Campinas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa e os oportunistas da imprensa secular


 | Categoria: Notícias



Que a mídia secular não é o melhor meio para se informar a respeito da Igreja Católica, isso não é novidade. Basta fazer uma rápida leitura nas manchetes dos principais jornais do país a respeito da renúncia do Papa Bento XVI para se ter a certeza de que o amadorismo reina nessas aclamadas agências de notícias. No entanto, acreditar na simples inocência desses senhores e cobri-los com um véu de caridade por seus comentários maldosos e, muitas vezes, insultuosos não seria honesto. É necessário compreender muito bem que muitos desses veículos estão ardorosamente comprometidos com a desinformação e com os princípios contrários à reta moral defendida pela Igreja. Daí a quantidade de sandices que surgiram na mídia nos últimos dias.
Logo após o anúncio da decisão do Santo Padre, publicou-se na imprensa do mundo todo que a ação de Bento XVI causaria uma "revolução" sem precedentes na doutrina da Igreja. Uma atrapalhada correspondente de uma emissora brasileira afirmou que a renúncia do papa abriria caminho para as "reformas" do Concílio Vaticano II e que isso daria mais poderes aos bispos. Já outros declaravam que os recentes fatos colocavam em xeque o dogma da "Infalibilidade Papal", proclamado pelo Concílio Vaticano I. Nada mais fantasioso.
É verdade que uma renúncia tal qual a de Bento XVI nunca houve na história da Igreja. A última resignação de um papa aconteceu ainda na Idade Média e em circunstâncias bem diversas. Todavia, isso não significa que o Papa Ratzinger tenha modificado ou inventado qualquer novo dogma ou lei eclesiástica. O direito à renúncia do ministério petrino já estava previsto no Código do Direito Canônico, promulgado pelo Beato João Paulo II em 1983. Portanto, de modo livre e consciente - como explicou no seu discurso - Bento XVI apenas fez uso de um direito que a lei canônica lhe dava e nada nos autoriza a pensar que fora diferente. Usar desse pretexto para fazer afirmações tacanhas sobre dogmas e reformas na Igreja é simplesmente ridículo. Quem faz esses comentários carece de profundos conhecimentos sobre a doutrina católica, sobretudo a expressa no Concílio Vaticano II.
Outros comentaristas foram mais longe nas especulações e atestaram que a renúncia do Papa devia-se às pressões internas que ele sofria por seu perfil tradicionalista e conservador. Além disso, as crises pelos escândalos de pedofilia e vazamentos de documentos internos também teriam pesado na decisão. Não obstante, quem conhece o pensamento de Bento XVI sabe que ele jamais tomaria essa decisão se estivesse em meio a uma crise ou situação que exigisse uma particular solicitude pastoral. E isso ficou muito bem expresso na sua entrevista com o jornalista Peter Seewald - publicada no livro Luz do Mundo - na qual o Papa explica que em momentos de dificuldades, não é possível demitir-se e passar o problema para as mãos de outro.
Mas de todas as notícias veiculadas por esses jornais, certamente as mais esdrúxulas foram as que fizeram referência às antigas "profecias" apocalípiticas que prediziam o fim da Igreja Católica. Numa dessas reportagens, um notório jornal do Brasil dizia: "O anúncio da renúncia do papa Bento 16 fez relembrar a famosa "Profecia de São Malaquias", que anuncia o fim da Igreja e do mundo". É curioso notar o repentino surto de fé desses reconhecidos laicistas logo em teorias que proclamam o fim da Igreja. Isso tem muito a dizer a respeito deles e de suas intenções.
Por fim, também não faltaram os especialistas de plantão e teólogos liberais chamados pelas bancadas dos principais jornais do país para pedir a eleição de um papa "mais aberto". Segundo esses doutos senhores, a Igreja deveria ceder em assuntos morais, permitindo o uso da camisinha, do aborto e casamento gay para conter o êxodo de fiéis para as seitas protestantes. A essas pretensões deve-se responder claramente: A Igreja jamais permitirá aquilo que vai contra a vontade de Deus e nenhum Papa tem o poder de modificar isso. A doutrina católica é imutável. Ademais, os fiéis jovens da Igreja têm se mostrado cada vez mais conservadores e avessos à moral liberal. Inovações liberais para atrair fiéis nunca deram certo e os bancos vazios da Igreja Anglicana são a maior prova disso.
O comportamento vil da mídia secular leva-nos a fazer sérios questionamentos sobre a credibilidade e idoneidade dos chefes de redações que compõem as mesas desses jornais. Das duas, uma: ou esses senhores carecem de formação adequada e por isso seus textos são recheados de ignorâncias e nonsenses, ou então, esses doutos jornalistas têm um sério compromisso com a desinformação e a manipulação dos fatos, algo que está diametralmente oposto ao Código de Ética do Jornalismo. Se fôssemos seguir a cartilha desses órgãos de imprensa, hoje seríamos obrigados a crer que Bento XVI liberou a camisinha, excomungou o boi e o jumento do presépio, acobertou padres pedófilos e mais uma série de disparates que uma simples leitura correta dos fatos seria o suficiente para derrubar a mentira.
Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, o Papa Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia que não está comprometida com a reta informação. "Constata-se, por exemplo, que em certos casos as mídias são utilizadas, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos", denunciou o Santo Padre. Bento XVI assinalou que os meios de comunicação devem estar ordenados para a busca da verdade e a sua partilha. Pelo jeito, a imprensa secular ainda tem muito a aprender com o Santo Padre.

domingo, 28 de agosto de 2011

Pio XII e a Segunda Guerra Mundial



 
Por James Akin
 
 
 
Durante a Segunda Guerra Mundial a Igreja Católica era governada pelo Papa Pio XII, que se mostrou inimigo pertinaz do nazismo, determinado a salvar o maior número de vidas judias que pudesse. E mesmo assim, nos dias de hoje, Pio XII não vem recebendo quase nenhum crédito pelas suas ações durante a guerra.
 
 
 
O autor anticatólico Dave Hunt escreve: “O Vaticano não tem justificativas para a sua aliança com os nazistas, para a sua contínua reprovação de Hitler por um lado e o seu silencio estrondoso quanto à questão judaica por outro <...>. continuaram a aliança com Hitler até o fim da guerra, tendo o Vaticano recebido centenas de milhões de dólares do governo nazista” (1).

Jack Chick, um infame escritor de quadrinhos anticatólicos, diz-nos no livro Smokescreens (“Cortinas de fumaça”): “Quando a Segunda Guerra Mundial acabou, o Vaticano tinha pisado feio na bola. O Papa Pio XII, depois de ter construído a máquina de guerra nazista, viu Hitler perder a batalha contra a Rússia e imediatamente pulou para o outro lado quando viu as pichações nos muros <...>. Pio XII deveria ter sido levado diante dos juízes de Nüremberg. Seus crimes de guerra eram dignos de morte” (2).

Somos tentados a simplesmente desprezar essas acusações, tão grosseiramente fora da realidade, como desvarios ridículos de gente sem o menor senso da verdade histórica. Mas neste caso estaríamos subestimando poder de influência que essas acusações errôneas têm: muitos levam esses autores a sério.

Saindo do túnel mal-assombrado de Hunt e Chick e de volta ao sol do mundo real, descobrimos não só que Pio XII não era amigo dos nazistas, mas que a sua oposição a eles começou anos antes da Guerra, antes mesmo da sua eleição ao papado, quando ainda era o Cardeal Eugenio Pacelli, Secretário de Estado do Vaticano.

A 28 de abril de 1935, quatro anos antes do início da Guerra, Pacelli fez um discurso que atraiu a atenção da imprensa mundial. Falando para um público de 250.000 peregrinos em Lourdes, França, o futuro Papa afirmou que os nazistas “são, na verdade, apenas uns plagiários que cobriram velhos erros com um manto novo. Não faz qualquer diferença se os homens se arrebanham sob cartazes que pregam a revolução social , se guiam por um falso conceito da vida e do mundo ou estão possuídos pela superstição do culto ao sangue e à raça ” (3). Foram palavras como essas, somadas às observações privadas e às inúmeras notas de protesto que o Cardeal secretário de Estado enviou a Berlim, que lhe angariaram a merecida reputação de inimigo do partido nazista.

Da mesma maneira, os alemães também desgostavam do pontífice então em exercício, Pio XI, que se mostrou um incansável oponente dos novos “ideais” germânicos – chegando ao ponto de escrever uma encíclica inteira, Mit brennender Sorge (“Com ardente preocupação”, 1937), para condená-los. Quando Pio XI morreu, em 1939, os nazistas receavam acima de tudo que Pacelli fosse eleito seu sucessor.

O Dr. Joseph Licthen, um judeu polonês que foi diplomata e mais tarde representante da Liga Judaica Antidifamação B’nai B’rith, escreve: “Pacelli obviamente já havia definido claramente a sua posição, pois os governos fascistas, tanto na Itália como na Alemanha, falaram duramente contra a possibilidade da sua eleição como sucessor de Pio XI em março de 1939, apesar de o Cardeal Secretário de Estado ter sido núncio papal na Alemanha entre 1917 e 1929 <...>. No dia seguinte à sua eleição, o Berliner Morgenpost alardeava: «A eleição do Cardeal Pacelli não é benéfica para a Alemanha, pois ele sempre se opôs ao nazismo e praticamente determinava a política do Vaticano sob o seu predecessor»“ (4).

O ex-diplomata israelense e atual rabino ortodoxo Pinchas Lapide afirma também que Pio XI “tinha boas razões para fazer de Pacelli o arquiteto da sua política antinazista. Dos quarenta e quatro discursos feitos pelo núncio Pacelli em solo alemão entre 1917 e 1929, ao menos quarenta continham ataques ao nazismo ou condenações da doutrina de Hitler. <...> Pacelli, que nunca se encontrou com o Führer, designava o nazismo como um «neopaganismo»“ (5).

Algumas semanas após a eleição de Pacelli, o Serviço de Segurança do Reich Alemão preparou um relatório sobre o novo Papa. O rabino Lapide cita um trecho:

“Pacelli já se tornou conhecido pelos seus ataques ao nacional-socialismo quando exercia a função de Cardeal Secretário de Estado, fato que lhe rendeu a calorosa aprovação dos estados democráticos durante as eleições papais <...>. O amor de Pacelli pela democracia é especialmente celebrado na imprensa francesa” (6).

Infelizmente, a alegria pela eleição de um papa forte, que continuaria – como Pio XI – a opor-se abertamente ao nazismo, foi escurecida pelos acontecimentos sinistros da política européia. A Guerra finalmente eclodiu em 1º de setembro de 1939, com a invasão da Polônia pelos alemães. Dois dias depois, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha.

Em começos da década de 40, Hitler fez uma tentativa de evitar que o novo Papa continuasse com a postura antinazista que tinha antes da eleição. Mandou-lhe um subordinado, o Marechal Joachim von Ribbentrop, para tentar convencer Pio XII a não seguir a política do seu predecessor. “Von Ribbentrop, recebido em audiência formal a 11 de março de 1940, falou longamente sobre a invencibilidade do Terceiro Reich, a vitória inevitável dos nazistas e a inutilidade do alinhamento papal com os inimigos do Führer. Pio XII escutou-o com polidez e impassividade. Depois, abriu um enorme livro de registros na sua escrivaninha e, no seu alemão perfeito, começou a recitar um catálogo das perseguições infligidas à Polônia pelo Terceiro Reich, mencionando a data, o local e os detalhes precisos de cada crime. A audiência terminou; a posição do Papa era claramente inabalável” (7).

O Papa trabalhou secretamente para salvar tantas vidas judias como pudesse da campanha nazista de extermínio, que entrou na sua a fase mais intensa somente depois do início da Guerra. É aqui que os anticatólicos tentam construir seu castelinho de areia, pois acusam Pio XII ora de mudez covarde, ora de apoio incondicional ao aniquilamento nazista de milhões de judeus.

Grande parte desse ataque ao Vaticano pela sua suposta atuação na Segunda Guerra Mundial origina-se, como convém, de uma obra de ficção – uma peça teatral chamada O representante, escrita após a Guerra pelo alemão Rolf Hochhuth, um dramaturgo protestante pouco conhecido, ex-membro da juventude hitlerista e depois membro do partido comunista da Alemanha Oriental.

A peça apareceu em 1963 e retratava um papa demasiado tímido para falar publicamente contra os nazistas. Paradoxalmente, mesmo Hochhuth admitia que Pio XII tinha tomado medidas efetivas para a proteção dos judeus. O historiador Robert Graham explica: “O dramaturgo Rolf Hochhuth criticava o Pontífice pelo seu (suposto) silêncio, mas mesmo ele admitia que, no campo das ações, Pio XII não poupou esforços para ajudar os judeus. Hoje, um quarto de século mais tarde, depois de um desfiguramento arbitrário e tendencioso dos fatos, o significado da palavra «silêncio» expandiu-se bastante. «Silêncio» agora também significa «apatia», «inação» e, implicitamente, «anti-semitismo»“ (8).

O papa fictício de Hochhuth, calado mas ativo, foi transformado pelos rumores anticatólicos num papa calado e inativo – alguns chegaram a transformá-lo num monstro ativo e pró-nazista. Mesmo se houvesse alguma verdade na acusação de que Pio XII se teria calado, o silêncio não seria devido a uma covardia moral diante dos nazistas, mas ao fato de que o Papa estava empreendendo uma guerra subversiva e clandestina contra eles na tentativa de salvar os judeus.

“A necessidade de refrear declarações provocativas num momento tão delicado era largamente reconhecida nos círculos judeus. Era, de fato, a regra básica de todas as instituições que, naqueles tempos de guerra na Europa, se sentiram chamadas ao dever de fazer tudo o que pudessem pelas vítimas das atrocidades nazistas e, em particular, pelos judeus em risco iminente de deportação para um «lugar desconhecido»“ (9). As conseqüências negativas de discursos inflamados eram lamentavelmente bem conhecidas.

“Num episódio trágico, o Arcebispo de Utrecht foi avisado pelos nazistas para não dar declarações contra a deportação dos judeus holandeses. O Arcebispo não se importou e protestou publicamente. Em represália, mandou-se executar os judeus católicos da Holanda. Entre eles estava a filósofa carmelita Edith Stein” (10).

Enquanto os “pescadores de aquário” dos círculos anticatólicos queriam que o Papa desse, durante a guerra e em pleno território do Eixo, declarações barulhentas e propagandísticas contra os nazistas, Pio XII percebeu claramente que essa não era a melhor escolha a fazer se quisesse salvar vidas, ao invés de simplesmente posar para as câmeras.

Esse desejo de discrição também foi expresso pelas pessoas que Pio XII ajudou. Um casal de judeus de Berlin que fora prisioneiro nos campos de concentração, mas que conseguiu escapar para a Espanha com a ajuda de Pio XII, afirmou: “Nenhum de nós queria que o Papa falasse abertamente. Todos éramos fugitivos, e fugitivos não querem ser apontados. Isso estimularia ainda mais a Gestapo a intensificar as suas buscas. Se o Papa tivesse protestado, Roma tornar-se-ia o centro das atenções. Foi melhor o Papa não ter dito nada. Todos partilhávamos dessa opinião à época e essa é a nossa convicção ainda hoje” (11).

Enquanto os EUA, o Reino Unido e outros países negavam a entrada de refugiados judeus durante a Guerra, o Vaticano emitia dezenas de milhares de documentos falsos para permitir que judeus se passassem por cristãos, escapando assim dos nazistas. E ainda há mais. A ajuda financeira de Pio XII aos judeus foi bem substancial. Lichten, Lapide e outros cronistas judeus da época mencionam milhões de dólares, e vale lembrar que o dólar valia bem mais do que hoje.

Em fins de 1943, Mussolini, que nunca foi muito amigo dos papas, foi deposto pelos italianos, mas Hitler, temendo que a Itália negociasse a paz com os aliados separadamente, invadiu o país, assumiu o controle e recolocou Mussolini no poder como um testa-de-ferro. Foi neste momento em que os judeus de Roma – os que o Papa tinha condições de ajudar mais diretamente – começaram a ser ameaçados, que Pio XII mostrou realmente toda a sua valentia.

Lichten registra que, a 27 de setembro de 1943, um dos comandantes nazistas exigiu que a comunidade judaica de Roma lhe entregasse cem libras de ouro (cerca de 45 kg) dentro de trinta e seis horas; caso contrário, trezentos judeus seriam feitos prisioneiros. Após conseguir levantar apenas setenta libras, o Conselho da Comunidade Judaica voltou-se para o Vaticano.

“Nas suas memórias, o então Rabino-chefe de Roma, Israel Zolli, escreve que foi enviado ao Vaticano, onde, conforme se combinou previamente, seria recebido como um «engenheiro» chamado para verificar um problema de construção, a fim de que a Gestapo não o barrasse. Foi atendido pelo Tesoureiro e pelo Secretário de Estado, que lhe disseram que o Santo Padre pessoalmente dera ordens para cobrir a diferença com vasos de ouro tirados do Tesouro” (12).

Pio XII também tornou pública a sua postura a respeito dos judeus italianos: “O Papa manifestou-se fortemente a favor deles quando houve a primeira prisão em massa de judeus, em 1943, e o Osservatore Romano trouxe um artigo protestando contra a prisão dos judeus e o confisco das suas propriedades. A imprensa fascista chegou a chamar o jornal do Vaticano de «porta-voz dos judeus»” (13).

Pio XII já se vinha empenhando muito para conseguir que os judeus emigrassem da Itália antes da invasão nazista; depois, teve de dirigir os seus esforços no sentido de encontrar locais onde escondê-los. “O Papa – escreve Lichten – deu ordem para que os prédios religiosos fossem usados para abrigar judeus, mesmo à custa de grande sacrifício por parte dos ocupantes, e liberou os mosteiros e conventos da clausura (regra que permite apenas o acesso de algumas pessoas às casas religiosas), para que assim pudessem ser usados como esconderijos. Milhares de judeus – fala-se de quatro a sete mil – foram escondidos, alimentados, agasalhados e alocados em 180 refúgios na Cidade do Vaticano, nas igrejas, nas basílicas, nos prédios administrativos da Igreja e nas casas paroquiais. Um número desconhecido de judeus foi acolhido em Castelgandolfo, a residência papal de verão, além de casas particulares, hospitais e orfanatos; e o Papa assumiu pessoalmente o cuidado pelos filhos dos judeus deportados da Itália” (14).

O rabino Lapide registra que “em Roma vimos uma lista de 155 conventos e mosteiros italianos, franceses, espanhóis ingleses, americanos e também alemães – na sua maioria, propriedades extraterritoriais do Vaticano –, <...> que abrigaram cerca de cinco mil judeus durante a ocupação alemã. Nada menos do que três mil encontraram asilo na residência de verão papal em Castelgandolfo; sessenta viveram por nove meses na Universidade Gregoriana Jesuíta e meia dúzia dormiam no porão do Pontifício Instituto Bíblico” (15).

Repare-se bem que Papa não estava simplesmente permitindo que os judeus se escondessem em diversos edifícios da Igreja em Roma. Escondia-os no próprio Vaticano e na sua residência de verão. O seu sucesso em proteger os judeus italianos dos nazistas é notável. Lichten registra que, depois do fim da Guerra, se pôde verificar que apenas oito mil judeus foram levados da Itália pelos nazistas (16) – bem menos do que em outros países europeus. Em junho de 1944, Pio XII enviou um telegrama ao General Miklos Horthy, governante da Hungria, e conseguiu evitar a planejada deportação de 800.000 (!) judeus daquele país.

Os esforços do Papa não ficaram despercebidos pelas autoridades judaicas, mesmo durante a Guerra. O rabino-chefe de Jerusalém, Isaac Herzog, enviou pessoalmente uma mensagem de agradecimento a Pio XII em 28 de fevereiro de 1944, na qual diz: “O povo de Israel nunca esquecerá o que Sua Santidade e seus ilustres representantes, inspirados pelos eternos princípios da religião que formam as próprias fundações da civilização verdadeira, estão fazendo pelos nossos desafortunados irmãos e irmãs no momento mais trágico da nossa história, o que é a prova viva de que a Providência Divina age no mundo” (17).

Outros líderes judeus também se manifestaram. O rabino Safran de Bucareste, Romênia, enviou uma nota de agradecimento ao núncio a 7 de abril de 1944: “Não é fácil para nós encontrar as palavras corretas para expressar o acolhimento e a consolação que experimentamos graças à solicitude do pontífice supremo, que ofereceu uma alta quantia para aliviar os sofrimentos dos judeus deportados <...>. Os judeus da Romênia jamais esquecerão esses fatos de importância histórica” (18).

E não faltou o agradecimento do Rabino-chefe de Roma, Israel Zolli: “O que o Vaticano fez ficará indelevelmente gravado em nossos corações <...>. Sacerdotes e altos prelados fizeram coisas que sempre honrarão o catolicismo” (19).

Depois da guerra, Zolli tornou-se católico e, para homenagear o Papa pelos seus feitos em favor dos judeus e pelo papel que teve na sua conversão, escolheu o nome de Eugenio como nome de batismo (lembremos que Pio XII se chamava Eugenio Pacelli antes da eleição). Zolli enfatizou que a sua conversão se deveu a motivos teológicos, o que seguramente era verdade, mas o fato de o Papa ter trabalhado tanto em beneficio dos judeus sem dúvida o levou a procurar conhecer mais a fundo as verdades do cristianismo.

Lapide escreve: “Quando Zolli se fez católico em 1945 e adotou o nome de batismo de Pio XII, Eugenio, muitos judeus romanos acreditaram que a sua conversão era um ato de agradecimento pelo auxilio aos judeus refugiados durante os tempos de guerra e, não obstante as seguidas negações, muitos ainda são dessa opinião. Assim, o rabino Barry Dov Schwartz escreveu no periódico Conservative Judaisme, no verão de 1964: «Muitos judeus converteram-se depois da guerra, como um ato de gratidão, àquela instituição que salvou suas vidas»” (20).

No seu livro Three Popes and the Jews (“Três papas e os judeus”), Lapide estima o número de judeus poupados graças às ações clandestinas da Igreja sob Pio XII. Após totalizar os judeus salvos em diferentes regiões e deduzir aqueles salvos por outras causas, tais como os nobres esforços de alguns protestantes europeus, escreve: “A quantidade final de vidas judias salvas pela Igreja Católica é, pois, no mínimo, de 700.000 almas, mas com bastante probabilidade está perto de... 860.000” (21). Esse número ultrapassa o total de judeus salvos por todas as organizações européias de auxílio juntas. Lapide calcula que a Igreja de Pio XII constituiu a mais bem-sucedida organização de assistência aos judeus de toda a Europa em guerra, superando a Cruz Vermelha e todas as outras instituições.

Este fato continuava a ser reconhecido em 1958, quando Pio XII morreu. O livro de Lapide registra alguns elogios de líderes judeus ao Papa; longe de considerarem que ele merecesse a morte por causa dos seus “crimes de guerra”, eles o enalteciam muito (22).

“Nós compartilhamos do grande pesar que atinge o mundo por causa da morte de Sua Santidade Pio XII <...>. Durante os dez anos do terror nazista, quando o nosso povo passou pelos horrores do martírio, o Papa levantou a sua voz para condenar os perseguidores e condoer-se das vítimas” (Golda Meir, representante de Israel na ONU e futura primeira-ministra israelense).

“Com especial gratidão, nós recordamos tudo o que ele fez pelos judeus perseguidos durante um dos períodos mais negros de toda a sua história” (Nahum Goldmann, presidente do Congresso Judaico Mundial).

“Mais do que qualquer outro, nós tivemos a oportunidade de apreciar a grande generosidade, cheia de compaixão e magnanimidade, que o Papa demonstrou durante os terríveis anos de perseguição e terror” (Elio Toaff, Rabino-chefe de Roma após a conversão de Zolli).

Enfim, podemos concluir com uma declaração citada por Lapide, que não foi dada por ocasião da morte de Pio XII, mas depois do fim da Guerra pela figura judaica mais conhecida do século XX, Albert Einstein: “Apenas a Igreja Católica protestou contra a violação da liberdade por Hitler. Até então, eu nunca me havia interessado pela igreja, mas hoje sinto uma grande admiração por ela, que teve a coragem de combater sozinha pela verdade espiritual e pela liberdade moral” (23).


REFERÊNCIAS:

(1) Dave Hunt, A Woman Rides the Beast, Harvest House, Oregon, 1994, pág. 284.
(2) Jack Chick, Smokescreens, Chick Publications, California, 1983, pág. 45.
(3) Robert Graham SJ, ed., Pius XII and the Holocaust, Catholic League for Religious and Civil Rights, New Rochelle, 1988, pág. 106.
(4) Joseph Lichten, A Question of Moral Judgement: Pius XII and the Jews, in Graham, pág. 107.
(5) Pinchas E. Lapide, Three Popes and the Jews, Hawthorn Publ., New York, 1967, pág. 118.
(6) Ibid., pág. 121.
(7) Lichten, pág. 107.
(8) Graham, pág. 18.
(9) Ibid., pág. 19.
(10) Lichten, pág. 30.
(11) Ibid., pág. 99.
(12) Ibid., pág. 120.
(13) Ibid., pág. 125.
(14) Ibid., pág. 126.
(15) Lapide, pág. 133.
(16) Lichten, pág. 127.
(17) Graham, pág. 62.
(18) Lichten, pág. 130.
(19) American Jewish Yearbook 1944-1945, pág. 233.
(20) Lapide, pág. 133.
(21) Ibid., pág. 215.
(22) Ibid., págs. 227-228.
(23) Ibid., pág. 251.

sábado, 14 de maio de 2011

Biografia de João Paulo II

2005-04-02 23:24:06 O Papa polaco é uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e tem atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio. Karol Wojtyla nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, no sul da Polónia, filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, e Emília Kaczorowsky, uma jovem de origem lituana. Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe, o falecimento de sua mãe ao dar à luz a uma menina que morreu antes de nascer. Três anos mais tarde faleceu o seu irmão Edmund, com 26 anos, e em 1941 morre o seu pai. Em 1938 foi admitido na Universidade Jagieloniana, onde estudou poesia e drama. Durante a II Guerra Mundial (1939- 1945) esteve numa mina em Zakrzowek, trabalhou na fábrica Solvay e manteve uma intensa actividade ligada ao teatro, antes de começar clandestinamente o curso de seminarista. Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia. Segundo relata o actual Pontífice, estas experiências ajudaram-no a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a simplicidade, a sensatez e o fervor religioso dos trabalhadores e pobres. As marcas no seu corpo começam a aparecer quando em Fevereiro de 1944 é atropelado por um camião alemão e é hospitalizado. Ordenado sacerdote em 1946, vai completar o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutora- se em teologia na Universidade Católica de Lublin, onde foi professor de ética. A forma filosófica, que integrava os métodos e perspectivas de fenomenologia na filosofia Tomistica, de gerir as questões que se lhe apresentavam no dia a dia, estão relacionadas com a sua "devoção" ao pensador Alemão Mas Scheler. No dia 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do administrador apostólico de Cracóvia, D. Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do episcopado polaco. Participou no Concílio Vaticano II, onde colaborou activamente, de maneira especial, nas comissões responsáveis na elaboração da Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes. Durante estes anos o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso labor apostólico, especialmente com os jovens, com os quais compartilhava tantos momentos de reflexão e oração como espaços de distracção e aventura ao ar livre. No dia 13 de Janeiro de 1964 faleceu D. Baziak e Wojtyla sucedeu-lhe na sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese. Durante este período como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, pela promoção do apostolado juvenil e vocacional, pela construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, pela promoção humana e formação religiosa dos operários e também pelo estímulo ao pensamento e publicações católicas. Representou igualmente a Polónia em cinco sínodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977. Em Maio de 1967, aos 47 anos, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em 1978 morre o Papa Paulo VI, e é eleito como novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos que tomou o nome de João Paulo I. O "Papa do Sorriso", entretanto, falece 33 dias após a sua nomeação e no dia 15 de Outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla é eleito como novo Papa, o primeiro papa não-italiano desde 1522, ano da eleição do holandês Adriano VI. Tendo-se formado num contexto diferente dos Papas anteriores, João Paulo II viria a imprimir na Igreja um novo dinamismo, impondo ao mesmo tempo um maior rigor teológico e disciplinar. <="" b=""> O Papa que veio do Leste recebeu uma Igreja cujo governo atravessava uma certa crise, presa na tensão entre os avanços do Concílio e a perda de identidade perante a modernidade. Desde o início, João Paulo II pediu “não tenhais medo” e fala na primeira pessoa do singular em vez do plural: esta afirmação de identidade vem acompanhada de uma experiência histórica notável, atravessando guerras mundiais e a vivência sob um regime comunista, que fala ao coração de milhões de pessoas. A enorme produção doutrinal do Papa (ver números) deve, pois, ser lida à luz da necessidade de dar respostas pastorais a um mundo em mudança. João Paulo II sempre foi capaz de definir etapas mobilizadoras da Igreja e do mundo, na busca de uma identidade forte – visível na devoção mariana e na formulação de um todo doutrinal – que fosse capaz de sustentar o diálogo com outras confissões religiões. A sensibilidade para as implicações na sociedade da acção da Igreja não inviabilizou que o Pontificado tivesse dado prioridade à acção pastoral, mesmo sem secundarizar a política. A ideia, explícita logo desde a primeira encíclica, é recentrar a mensagem cristã em Jesus, que revela ao homem o seu destino e a sua dignidade. A “Redemptor Hominis” de João Paulo II revela-o atento à necessidade não só do diálogo ecuménico com todas as Igrejas cristãs, mas também com todas as religiões. Neste Pontificado há uma grande novidade: o Papa sabe que o mundo não se tornará completamente cristão ou católico, sabe que é necessário viver com os demais, sejam judeus, muçulmanos ou ateus, e isto é radicalmente novo na concepção da Igreja. Esta novidade representa um ponto fundamental deste Pontificado, a consciência de que a experiência católica tem de conviver com outras, e é pela qualidade desse convívio que ela pode evangelizar. Muitos falam de um “Papa político”, alguém que lutou abertamente contra os regimes comunistas de Leste desde a sua primeira viagem à Polónia em 1979 e contra o capitalismo reinante na sociedade ocidental. A Igreja é desafiada a resistir, anunciar e mudar: os apelos do Papa em favor do Terceiro Mundo percebem melhor à luz destas premissas. As profundas transformações ocorridas na Europa no final do segundo milénio e no início do terceiro têm em João Paulo II um dos principais protagonistas. No começo do pontificado de João Paulo II, a Europa, pelo Tratado de IALTA, continuava dividida em dois blocos por motivos ideológicos e geopolíticos. Começava a surgir, à época, o Sindicado Solidariedade, que ameaçava provocar instabilidade não só no interior da Polónia mas também em outros países do Leste Europeu. O Papa apoiou e estimulou a chamada “Ostpolitik”, conduzida pelo seu Secretário de Estado, o Cardeal Agostinho Casaroli, e continuada pelo seu sucessor, o Cardeal Angelo Sodano. O processo culminou, no período do Presidente Gorbachev, em marco de 1990, com o restabelecimento das relações oficiais entre o Vaticano e a ex-União Soviética. João Paulo II é um ardoroso defensor da “Grande Europa”, que se estende do Atlântico aos Urais. A “Grande Europa”, segundo ele, deve respirar com os dois pulmões, alimentar-se com a riqueza das duas tradições: a cristã-ocidental e a eslavo-ortodoxa. Com o final da guerra fria, os medos da humanidade viram-se hoje para a guerra das civilizações, confrontos com motivações religiosas entre o mundo árabe e o Ocidente. O papel de João Paulo II, mesmo aos 83 anos, voltou a ser fundamental. A campanha contra a guerra no Iraque é o acto que simbolicamente congrega as iniciativas e apelos de paz de João Paulo II ao longo dos últimos 26 anos, nascidos da convicção de que o respeito pelos direitos humanos é o único caminho para os povos. Menos unânimes, mas igualmente firmes, foram as posições do Papa sobre os temas do matrimónio, da família, da defesa da vida desde a sua concepção até ao momento da morte natural ou da moral sexual. Essa acção, mesmo se contestada, apresenta João Paulo II como uma consciência crítica, em referência constante ao Evangelho. Hoje, 2 de Abril, o último gigante do nosso tempo morreu no Vaticano. Fonte Ecclesia

Lech Walesa: João Paulo II fez o milagre de derrotar o comunismo na Polônia

04.05.2011 - O Ex-presidente da Polônia e Prêmio Nobel da Paz, Lech Walesa, recordou a João Paulo II como um dos artífices da derrota do comunismo nesse país e como com sua ajuda essa nação pôde derrotar o regime com as armas da fé e da solidariedade. Em um artigo publicado pelo L’Osservatore Romano na edição de 4 de maio, que também faz parte do primeiro capítulo do livro "Sobre as asas da liberdade: Fé e solidariedade juntas fizeram milagres", publicado com a ocasião da beatificação de João Paulo II, Walesa recorda a situação da Polônia nos anos 70 quando o país era dominado pelo comunismo e os grupos opositores eram pequenos e estavam desunidos. "Ao final dos anos setenta, a oposição ao regime comunista na Polônia era muito fraca: pequenos grupos de pessoas nas que sempre crescia o desalento e a divisão interna, eu mesmo, por pertencer a eles, estava de licença e tinha que prover para cinco dos meus agora oito filhos. ‘Necessitamos tanto coisas, pense como consegui-lo, faça as coisas’, dizia-me minha esposa Danuta que certamente nunca obstaculizou minha atividade política: ela tinha entendido que o que eu fazia era também para o futuro dos nossos filhos". Em meio de grandes dificuldades, "naquele momento de grande debilidade, de desconfiança e impotência, quando tudo parecia perdido, Deus veio ao nosso auxílio: em 16 de outubro de 1978 um polonês foi eleito Papa, um polonês de nome Karol Wojtyla. E depois de um ano, apenas um ano depois, esse Papa veio à Polônia". Walesa não pôde ver o Papa porque as autoridades o impediram, entretanto recorda com emoção que no dia 2 de junho de 1979 mais de um milhão de pessoas escutaram a João Paulo II em Varsóvia e clamaram "Queremos Deus, queremos Deus!" Logo depois de dizer-lhes que os abraçava "com o pensamento e o coração", o Pontífice disse: "e grito, eu, filho de terra polonesa e eu, João Paulo II Papa, grito do profundo deste milênio, grito na vigília do Pentecostes: que descenda seu Espírito! E renove a face da terra, desta terra!" Walesa precisa então que o Papa não incitou à luta armada mas à luta da fé, à "imensa potência de Deus". "Ante o poder comunista estávamos como imobilizados e aturdidos: em nossos corações uma grande alegria havia desalojado a incerteza e o medo, víamo-nos os olhos uns aos outros cheios por uma esperança nova para o futuro, olhando ao nosso redor que evidentemente não fomos poucos e que se era possível acreditar". A partir desse dia "fomos testemunhas e protagonistas juntos da força inquebrável da fé: em que apesar de cinqüenta anos de comunismo na Polônia, um povo inteiro participava dos encontros do Papa, um povo inteiro começou a rezar e esperar". Esta atitude do povo não agradou as autoridades que viam que sua doutrinação comunista não desterrou a fé, recorda Walesa e precisa além que sem o Papa nunca teria sido possível a experiência do movimento Solidariedade que liderou, o projeto de onde se traçou de maneira pacífica a mudança para o país. "Sem o Papa Wojtyla não teria havido a experiência de Solidariedade, aquela experiência única e tão potente de solidariedade dos homens em luta pacífica pela liberdade que o mundo conheceu perto de um anos depois da visita do Papa polonês à sua terra". Depois de recordar que o governo desterrou das pedreiras as imagens da Virgem negra de Czestochowa e do Papa, Walesa refere umas palavras de um líder aos operários quando a situação do país era complicada "Se isto for assim, quem está contra nós? Se tivermos iniciado isto no nome de Deus, vamos adiante com Ele". E assim, conclui Walesa, "fé e solidariedade juntas fizeram milagres". Fonte: ACI

quinta-feira, 28 de abril de 2011

JOÃO PAULO II




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:: A LIBERDADE
1.- "Estamos no mundo sem ser do mundo, constituídos entre os homens como sinais da verdade e da presença de Cristo para o mundo.  Entregamo-lhe todo nosso ser concreto como expressão sua, para que Ele continue fazendo o bem". (Cf. At 10,38)
2.- "O verdadeiro conhecimento e autêntica liberdade encontram-se em Jesus. Deixai que Jesus sempre faça parte de vossa fome de verdade e justiça, e de vosso compromisso pelo bem-estar de vossos semelhantes".
3.- "A liberdade, em todos seus aspectos, deve se basear na verdade.  Quero repetir aqui as palavras de Jesus: "E a verdade vos libertará" (Jo 8,32). É, pois, meu desejo que vosso senso de liberdade possa estar sempre de mãos dadas com o um profundo senso de verdade e honestidade sobre vós mesmos e das realidades de vossa sociedade".  
4.- "Só a liberdade que se submete à Verdade conduz a pessoa humana a seu verdadeiro bem.  O bem da pessoa consiste em estar na Verdade e em realizar a Verdade". (Enc. Esplendor da Verdade)

:: A VIDA
1.- "Qualquer ameaça contra o homem, contra a família e a nação me atinge. Ameaças que têm sempre sua origem em nossa fraqueza humana,  na forma superficial de considerar a vida."
2.- Queremos AMAR COMO TU, que dás a vida e a comunicas com tudo o que es. Quiséramos dizer como São Paulo: «Minha vida é Cristo» (Fl. 1,21). Nossa vida não tem sentido sem ti.
3.- "A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta desde o momento da concepção. A partir do primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos seus direitos de pessoa, entre os quais está o direito inviolável de todo ser inocente à vida".
4.- O respeito à vida é fundamento de qualquer outro direito, inclusive o da liberdade.
5.- Todo ser humano, desde sua concepção, tem direito de nascer, quer dizer, a viver sua própria vida. Não só o bem-estar, mas também, de certo modo, a própria existência  da sociedade, depende da salvaguardia deste direito primordial. Se a criança por nascer tem negado este direito, será cada vez mais difícil reconhecer sem discriminações o mesmo direito a todos os seres humanos.

:: A FAMÍLIA
1.- A familia está chamada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração simples, cheia de esforço e de ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se transforme em oração.
2.- Em uma  família que reza não faltará nunca a consciência da própria vocação fundamental: a de ser um grande caminho de comunhão.
3.- A família é para os fiéis uma experiência de caminho, uma aventura cheia de surpresas, mas aberta principalmente à grande surpresa de Deus, que vem sempre de modo novo em nossa vida.
4.- O homem é essencialmente um ser social; com maior razão,  pode-se dizer que é um ser "familiar".
5.- O futuro depende, em grande parte, da família, "esta porta consigo o futuro da sociedade; seu papel especialíssimo é o de contribuir eficazmente para um futuro de  paz".
6.- Que toda família do mundo possa repetir com verdade o que afirma o salmista: "Vede como é doce, como é agradável conviver os irmãos reunidos" (Sl 133, 1).
7.- "O matrimônio e a família cristã edificam a Igreja. Os filhos são fruto precioso do matrimônio." (Familiaris Consortio 14, 16)
8.- A acolhida, o amor, a estima, o serviço múltiplo e unitário -material, afetivo, educativo, espiritual- a cada criança vinda a este mundo, deveria constituir  sempre uma nota distintiva e irrenunciável dos cristãos, especialmente das famílias cristãs; assim as crianças, ao mesmo tempo em que crescem "em sabedoria, em estatura e em graça perante Deus e perante os homens", serão uma preciosa ajuda para a edificação da comunidade familiar para a santificação dos pais. (Familiaris Consortio, 1981)
9.- A família é "base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que os guiarão durante toda a vida"
10.- Os pais têm direitos e responsabilidades específicas na educação e na formação de seus filhos nos valores morais, especialmente na difícil idade da adolescência.

:: DEUS E A PESSOA HUMANA
1.- "A pessoa humana tem uma necessidade que é ainda mais profunda, uma fome que é maior que aquelea que o pão pode saciar -é a fome que possui o coração humano da imensidade de Deus".  
2.- "A caridade procede de Deus, e tudo o que ele ama nasce de Deus e conhece a Deus... porque Deus é amor (1 Jo 4,7-9). Somente o que é construído sobre Deus, sobre o amor, é durável".

:: EVANGELIZAÇÃO
1.- "Como os Reis Magos, sede também vós peregrinos animados pelo desejo de encontrar o Messias e de adorá-lo! Anunciai com valentia que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!"
2.- "Mas, se quiserdes ser eficazes pregadores da Palavra, deveis ser homens de fé profunda, e ao mesmo tempo ouvintes e atuantes da Palavra".  
3.- "A Palavra de Deus é digna em todos vossos esforços.  Abraçá-la em toda sua pureza e integridade, e difundi-la com o exemplo e a pregação, é uma grande missão.  Esta é vossa missão hoje, amanhã e pelo resto de vossas vidas".

:: A CRUZ
1.- "A cruz veio ser para nós a Cátedra suprema da verdade de Deus e do homem.  Todos devemos ser alunos desta Cátedra em curso ou fora de curso.  Então compreenderemos que a cruz é também berço do homem novo".   
2.- "Onde surge a Cruz,  vê-se o sinal de que chegou a Boa Notícia da salvação do homem mediante o amor.  Onde se ergue a cruz, está o sinal de que foi iniciada a evangelização".
3.- "A cruz se transforma também em símbolo de esperança.  De instrumento de castigo, passa a ser imagem de vida nova, de um mundo novo".  
4.- "A cruz, na qual se morre para viver; para viver em Deus e com Deus, para viver na verdade, na liberdade e no amor, para viver eternamente".

:: AUTÊNTICOS SEGUIDORES
1.- "São José é a prova de que para ser bons e autênticos seguidores de Cristo não são necessárias "grandes coisas", mas apenas as virtudes comuns, humanas, simples, mas verdadeiras e autênticas."

:: O SOFRIMENTO
1.- "As palavras da oração de Cristo no Getsemani provam a verdade do sofrimento."
2.- "O Getsemani é o lugar no qual precisamente este sofrimento, expressado em toda a verdade pelo profeta sobre o mal padecido nele mesmo, revelou-se quase espiritualmente perante os olhos de Cristo."
3.- "O sofrimento humano alcançou seu ápice na paixão de Cristo."  
4.- "A cruz de Cristo tornou-se uma fonte da qual brotam rios de água viva." 
5.- "Na cruz de Cristo não apenas se cumpriu a redenção mediante o sofrimento, como o próprio sofrimento humano foi redimido."
6.- "Peço para vós a graça da luz e da força Espiritual no sofrimento, para que não percais o valor, mas      que descubrais individualmente o sentido do sofrimento e possais, com a oração e o sacrifício, aliviar os demais".

:: CONFIANÇA EM DEUS
1.- "Sabei também vós, queridos amigos, que esta missão não é fácil. E que pode tornar-se até mesmo impossível, se contardes apenas com vós mesmos. Mas  «o que é impossível para os homens, é possível para Deus» (Lc 18,27; 1,37)."
2.- "Os verdadeiros discípulos de Cristo têm consciência de sua própria fragilidade. Por isto colocam toda sua confiança na graça de Deus que acolhem com coração indiviso, convencidos de que sem Ele não podem fazer nada (cfr Jo 15,5). O que os caracteriza e distingue do resto dos homens não são os talentos ou as disposições naturais. É sua firme determinação em caminhar sobre as pegadas de Jesus".

:: A PAZ
1.- "Neste tempo ameaçado pela violência, pelo ódio e pela guerra, testemunhai que Ele, e somente Ele, pode dar a verdadeira paz ao coração do homem, às famílias e aos povos da terra. Esforçai-vos em buscar e promover a paz, a justiça e a fraternidade. E não esqueçais da palavra do Evangelho: «Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque eles serão chamados filhos de Deus» (Mt 5,9)."
2.- "A paz e a violência germinam no coração do homem, sobre o qual somente Deus tem poder"
3.- "A violência jamais resolve os conflitos, nem mesmo diminui suas consequências dramáticas"
4.- "Homens e mulheres do terceiro milênio! Dexai-me repetir: abri o coração a Cristo crucificado e ressuscitado, que vos oferece a paz! Onde entra Cristo ressuscitado, com Ele entra a verdadeira paz"
5.- " Que ninguém se iluda de que a simples ausência de guerra, mesmo sendo tão desejada, seja sinônimo de uma paz verdadeira. Não há verdadeira paz sem vir acompanhada de igualdade , verdade, justiça, e solidariedade"
6.- " A verdadeira reconciliação entre homens em conflito e em inimizade só é possível, se se deixam reconciliar ao mesmo tempo com Deus"
7.- "Não há  paz sem justiça, não há paz sem perdão"

:: ORAÇÃO
1.- É hora de redescobrir, queridos irmãos e irmãs, o valor da oração, sua força misteriosa, sua capacidade de voltar a nos conduzir a Deus e de nos introduzirmos na verdade radical do ser humano.
2.- Quando um homem ora, coloca-se perante Deus, perante um Tu, um Tu divino, e compreende ao mesmo tempo a íntima verdade de seu próprio eu: Tu divino, eu humano, ser pessoal criado a imagem de Deus.
3.- Em nossas noites físicas e morais, se tu estás presente, e nos amas, e nos falas, já  nos basta, embora muitas vezes não sentiremos o consolo.

:: ROSÁRIO
1.- "Em sua simplicidade e profundidade, continua sendo também neste terceiro Milênio apenas iniciado uma oração de grande significado, destinada a produzir frutos de santidade."
2.- "O Rosário, com efeito, embora se distinga por seu caráter mariano, é uma oração centrada na cristologia. Na sobriedade de suas partes, concentra em si a profundidade de todo a mensagem evangélica, da qual é como um compêndio".
3.- "Com ele, o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor."
4.- "Mediante o Rosário, o fiel obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da Mãe do Redentor."
5.- "Esta oração teve um posto importante em minha vida espiritual desde minha juventude."
6.- "O Rosário me acompanhou nos momentos de alegria e nos de tribulação. A ele confiei tantas preocupações e nele sempre encontrei consolo."
7.- "Há  vinte e quatro anos, no dia 29 de outubro de 1978, duas semanas depois da eleição à Sede de Pedro, como abrindo minha alma, expressei-me assim: «O Rosário é minha oração predileta. Prece maravilhosa! Maravilhosa em sua simplicidade e em sua  profundidade." [...]
8.- "Hoje, no início do vigésimo quinto ano de serviço como Sucessor de Pedro, quero fazer o mesmo. Quantas  graças recebi da Santíssima Virgem através do Rosário  nestes anos: Magnificat anima mea Dominum! Desejo elevar meu agradecimento ao Senhor com as palavras de sua Mãe Santíssima, sob cuja proteção coloquei meu ministério petrino: Totus tuus!"
9.- "O Rosário, compreendido em seu pleno significado, conduz ao coração da vida cristã e oferece uma oportunidade cotidiana e fecunda espiritual e pedagógica, para a contemplação pessoal, a formação do Povo de Deus e da nova evangelização."
10.- "...o motivo mais importante para voltar a propor com determinação a prática do  Rosário é por ser um meio sumamente válido para favorecer nos fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão, que propus na Carta Apostólica Novo millennio ineunte como verdadeira e própria 'pedagogia da santidade': «é necessário um cristianismo que se distinga principalmente na arte da oração»."
11.- "Não se pode recitar o Rosário sem sentir-se implicados em um compromisso concreto de servir à paz, com uma particular atenção à terra Jesus, ainda hoje tão  atormentada e tão querida pelo coração cristão."
12.- "No marco de uma pastoral familiar mais ampla, fomentar o Rosário nas famílias cristãs é uma ajuda eficaz para contrastar os efeitos efeitos desoladores desta crise atual."
13.- "Numerosos sinais mostram como a Santíssima Virgem exerce também hoje, precisamente através desta oração, aquela solicitude materna para com todos os filhos da Igreja que o Redentor, pouco antes de morrer, confiou-lhe na pessoa do predileto: «Mulher, eis aí o teu filho!» (Jo 19, 26)."
14.- "Maria vive olhando a Cristo e tem em mente cada uma de suas palavras: « Guardava todas estas coisas, e as meditava em seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As memórias de Jesus, impressas em sua alma, a acompanharam em todo momento, levando-a a percorrer com o pensamento os diversos episódios de sua vida junto ao Filhos. Foram aquelas lembranças que constituíram, em certo sentido, o 'rosário' que Ela recitou constantemente nos dias de sua vida terrena."
15.- "Quando recita o Rosário, a comunidade cristã está em sintonia com a memória e com o olhar de Maria."
16.- "...como destacou Paulo VI: «Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem  alma e sua oração corre o risco de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de contradizer a advertência de Jesus: "Quando rezardes, não sejais charlatães como os pagãos, que pensam que são escutados em virtude de sua loquacidade" (Mt 6, 7)."
17.- "Percorrer com Maria as cenas do Rosário é como ir à 'escola' de Maria para ler a Cristo, para penetrar em seus segredos, para entender sua mensagem."
18.- "...isto diz o Beato Bartolomeu Longo: «Como dois amigos, frequentando-se, costumam se parecer também nos costumes, assim nós, conversando familiarmente com Jesus e com a Virgem, ao meditar os Mistérios do Rosário, e formando juntos uma mesma vida de comunhão,  podemos chegar a ser, na medida de nossa  pequenez, parecidos com eles, e aprender com estes eminentes exemplos o ver humilde, pobre, escondido, paciente e perfeito»."
19.- "O Rosário nos transporta misticamente junto a Maria, dedicada a seguir o crescimento humano de Cristo na casa de Nazaré. Issso lhe permite educar-nos e modelar-nos na mesma diligência, até que Cristo «seja formado» plenamente em nós (cf. Gl 4, 19)."
20.- "O Rosário promove este ideal, oferecendo o 'segredo' para abrir-se mais facilmente a um conhecimento profundo e comprometido de Cristo. Poderíamos chamá-lo de caminho de Maria."

:: VIDA CONSAGRADA
1.- "A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de  vosso testemunho no mundo. Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço."
2.- "A necesidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interna,  à retidão e santidade de vida de cada religiosa."
3.- "A Profissão religiosa coloca no coração de cada um e cada uma de vós, queridos Irmãos e Irmãs, o amor do Pai; aquele amor que há  no coração de Jesus Cristo, Redentor do mundo.  Este é um amor que abarca o mundo e tudo o que nele vem do  Pai e que ao mesmo tempo deve vencer no mundo tudo o que «não vem do Pai". (Redemptionis Donum, 9)
4.- "O consagrado é aquele que afirma e vive em si mesmo o senhorio absoluto de Deus, que quer ser tudo em todos"
5.- "A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de vosso  testemunho perante o mundo."
6.- Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço."   
7.- "A necessidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interior, à retidão e santidade de vida de cada religiosa."
8.- "Esta entrega nossa "transpasso de propriedade", nos marcou com um sinal particular, que passou a ser nossa identidade."

:: FÉ E RAZÃO
1.- "A fé e a razão (Fides et ratio) são como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade. Deus colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, definitivamente, de conhecê-lo para que, conhecendo-o e amando-o, possa alcançar também a plena verdade sobre si mesmo (cf. Ex 33, 18; Sl 27 [26], 8-9; 63 [62], 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).
Carta encíclica Fides et Ratio Sobre as relações entre Fé e Razão. 14 de setembro de 1998

:: CONCÍLIO VATICANO II
1.- Depois de sua conclusão, o Concílio não parou de inspirar a vida da Igreja. Em 1985 quis afirmar: "Para mim que tive a graça especial de participar e colaborar ativamente em seu desenvolvimento, o Vaticano II foi sempre, e é de modo particular nestes anos de meu pontificado, o ponto de referência constante de toda minha ação pastoral, com o  compromisso responsável de traduzir suas diretrizes em aplicação concreta e fiel, em cada igreja e em toda a Igreja. Devemos recorrer incessantemente a essa fonte". João Paulo II, Homilia de 25 de janeiro de 1985, cf. L'Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 3 de fevereiro de 1985, p. 12).
2.- Depois do encerramento do  Sínodo, fiz meu esse desejo, ao considerar que respondia "realmente às necessidades da Igreja universal e das Igrejas particulares" (5). João Paulo II, Discurso na sessão de encerramento da II Assembléia geral extraordinária do Sínodo dos bispos, 7 de dezembro de 1985; AAS 78 (1986), p. 435; cf. L'Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 15 de dezembro de 1985, p. 11.

:: A ARTE
1.- "Aquele que cria dá o próprio ser, tira alguma coisa do nada -ex nihilo sui et subiecti, se diz em latim- e isto, em senso estrito, é o modo de proceder exclusivo do Onipotente. O artífice, ao contrário, utiliza algo já  existente, dando-lhe forma e significado."
2.- "Na « criação artística » o homem revela-se mais do que nunca « imagem de Deus » e realiza esta tarefa principalmente convertendo a estupenda « matéria » da própria humanidade e, depois, exercendo um domínio criativo sobre o universo que o rodeia."
3.- "O Artista divino, com admirável condescendência, trasmite ao artista humano uma faísca de sua sabedoria transcendente, chamando-o a compartilhar de sua potência criadora."
4.- "o artista, quanto mais consciente é de seu « dom », tanto mais se sente movido a olhar a si mesmo e à toda a criação com olhos capazes de contemplar e de agradecer, elevando a Deus seu hino de louvor. Somente assim pode compreender a fundo a si mesmo, sua própria vocação e missão."
5.- "Nem todos estão chamados a ser artistas no sentido específico da palavra. Entretanto, segundo a expressão do Gênesis, a cada homem é confiada a tarefa de ser artífice da própria vida; de certo modo, debe fazer dela uma obra de arte, uma obra-prima."

:: EUCARISTIA
1.- "Tua presença na Eucaristia começou com o sacrifício da última ceia e continua como comunhão e doação de tudo o que és".
2.- "O culto eucarístico brota do amor e serve ao amor, para o qual todos nós somos chamados em Cristo Jesus.  E fruto vivo desse mesmo culto é o aperfeiçoamento da imagem de Deus que trazemos em nós, imagem que corresponde àquela que Cristo nos revelou.  Tornando-nos assim "adoradores do Pai em espírito e verdade", nós amadurecemos numa cada vez mais plena união com Cristo, estamos mais unidos a Ele".
24.02.1980

3.- "E Eucaristia é grande apelo para a conversão.  Sabemos que ela é convite para o Banquete; que, alimentando-nos com a Eucaristia, recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, sob as aparências do pão e do vinho.  E precisamente porque é convite, a Eucaristia é e continua a ser apelo para a conversão".
29.09.79

4.- "Numa plena e ativa participação no Sacrifício Eucarístico e na vida litúrgica completa da Igreja, todo o povo encontra a primeira e indispensável fonte do verdadeiro espírito cristão.  Na Eucaristia encontra a força que o torna capaz de dar ao mundo o testemunho de vida."
26.04.79

5.- "O Santo Sacrifício da Missa quer ser também a celebração festiva da nossa salvação".
29.09.79


:: OS JOVENS
1.- "Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo" (Mt 5, 13-14). (Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude.)
2.- "A Igreja os vê com confiança e espera que sejam o povo das bem-aventuranças!"
(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)
3.- "Não temam responder generosamente ao chamado do Senhor.  Deixem que sua fé brilhe no mundo, que suas ações mostrem seu compromisso com a mensagem salvadora do Evangelho!"
(Saudação final do Papa João Paulo II aos participantes da JMJ 2002 Downsview Lands, Toronto, 28 de julho de 2002)
4.- "¡vivais comprometidos, na oração, na atenta escuta e no compartilhar gozoso estas ocasiões de "formação permanente", manifestando vossa fé ardente e devota!  Como os Reis Magos, sejam também peregrinos animados pelo desejo de encontrar ao Messías e de adorá-lo!  Anunciai com coragem que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!"
5.- "Também vós, queridos jóvens, vos enfrenteis ao sofrimento:  a solidão, os fracassos e as desilusões em vossa vida pessoal;  as dificuldades para adaptar-se ao mundo dos adultos e à vida profissional;  as separações e os lutos em vossas famílias;  a violencia das guerras e a morte dos inocentes.  Porém sabeis que nos momentos difíceis, que não faltam na vida de cada um, não estais sós:  como a João ao pé da Cruz, Jesus vos entrega também a Mãe dele, para que vos conforte com ternura."
(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)
6.- "Queridos jóvens, já sabeis que o cristianismo não é uma opinião e não consiste em palavras vãs.  O cristianismo é Cristo!  ¡É uma Pessoa, é o que Vive!  Encontrar a Jesus, amá-lo e fazê-lo amar:  eis aquí a vocação cristã."
(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)
7.- "Queridos jóvens, só Jesus conhece vosso coração, vossos desejos mais profundos.  Só Éle, quem os amou até a morte, (cf Jn 13,1), é capaz de saciar vossas aspirações.  Suas palavras de vida eterna, palavras que dão sentido à vida.  Ninguém fora de Cristo poderá dar-vos a verdadeira felicidade."
(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)
8.- "Agora mais que nunca é urgente que sejáis os "centinelas da manhã", os vigías que anuncíam a luz da alvorada e a nova primavera do Evangelho, da que já são vistas os brotos. A humanidade necesita imperiosamente o testemunho de jóvens livres e valentes, que se atrevam a caminhar contra a corrente e a proclamar com força e entusiasmo a propria fe em Deus, Senhor e Salvador."
(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

:: A VIRGEM MARIA
1.- "O anúncio de Simeão aparece como um segundo anúncio a Maria, pois lhe indica a concreta dimensão histórica na qual o Filho cumprirá sua missão, isso é, na incompreensão e na dor". Mãe do Redentor #16
2.- "O dogma da maternidade divina de Maria foi para o Concílio de Éfeso e é para a Igreja como um selo do dogma da Encarnação na que o Verbo assume realmente na unidade de sua pessoa a natureza humana sem anula-la" Mãe do Redentor #4
3.- "Maria é 'cheia de graça', porque a Encarnação do Verbo, a união hipostática do Filho de Deus com a natureza humana, se realiza e cumpre prescisamente nela" Mãe do Redentor #9
4.- "O ir ao encontro das necessidades do homem significa, ao mesmo tempo, sua introdução no raio de ação da missão messiânica e do poder salvador de Cristo.  Por conseguinte, sucede uma mediação:  Maria se põe entre seu Filho e os homes na realidade de suas privações, indigências e sofrimentos.  Se põe "no meio", ou seja se faz mediadora não como uma pessoa desconhecida, senão no seu papel de mãe, consciente de que como tal pode - melhor "tem o direito de" - fazer presente ao Filho às necessidades dos homens" Mãe do Redentor #21
5.- "A Mãe de Cristo se apresenta diante dos homens como portavoz da vontade do Filho, indicadora daquelas exigencias que devem cumprir-se para que possa ser manifestado o poder salvador do Messías". Mãe do Redentor #21
6.- "Em Caná, mercê à intercessão de Maria e à obediência dos criados, Jesus começa sua hora" Mãe do Redentor #21  
7.- "Em Caná Maria aparece como a que crê em Jesus, sua fé provoca o primeiro "sinal" e contribui a despertar a fé dos discípulos " Mãe do Redentor #21
8.- "A missão maternal de Maria aos homens de nenhuma maneira escurece nem diminui esta única mediação de Cristo, pelo contrário, mostra sua eficácia.  Esta função maternal brota, segundo o privilégio de Deus, da sobreabundancia dos méritos de Cristo... dela depende totalmente e da mesma estrai toda a sua virtude." Mãe do Redentor #22
9.- "Esta nova maternidade de Maria, gerada pela fé, é fruto do 'novo' amor, que amadurecido nela definitivamente junto à Cruz, a través da sua participação no amor redentor do Filho."  Mãe do Redentor #23  
10.- Nos deste tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração.  Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe.