sábado, 1 de abril de 2023

NOVOS DADOS SOBRE DEPRESSÃO EM ADOLESCENTES SÃO ASSUSTADORES. E A CULPA É DAS REDES SOCIAIS.

 

Este é o título do artigo de Gabriel Arruda, publicado na Gazeta do Povo, em 10.03.2023. Ele mostra que estudos recentes alertam para a piora da saúde mental entre os adolescentes.
Segundo o CDC, órgão do governo americano, uma espécie de ANVISA, em 2021, 31% das garotas e 21% dos garotos adolescentes pensaram em suicídio.
Pesquisas apontam que adolescentes e jovens que passam horas nas redes sociais têm mais sintomas depressivos, por causa do sono ruim, má imagem corporal , baixa autoestima, intimidação virtual, etc.
O psicólogo Jonathan Haidt, que é professor da Universidade de Nova York, afirma: “As horas que as meninas passavam todos os dias no Instagram eram tiradas de sono, exercícios e tempo com amigos e familiares. O que achamos que aconteceria com elas?”
"A doutora em Psicologia pela UFMG, Carolina Nassau Ribeiro afirma que a percepção dela vai na mesma direção dos estudos científicos recentes: empiricamente, a gente tem visto um aumento nos casos de ansiedade, de autolesão e de tentativa de suicídio"
"Para Carolina, embora impedir totalmente o acesso de adolescentes às redes sociais seja difícil, os pais não podem abrir mão de acompanhar de perto o que os jovens estão fazendo no ambiente virtual. 'Hoje em dia já existem vários aplicativos em que os pais podem acompanhar os adolescentes no uso das redes sociais, na internet e nos jogos. A internet é uma rua virtual. Assim como ele precisa de supervisão no mundo real, ele precisa no mundo virtual', diz".

O CHAT GPT E O ALVOROÇO QUE VEM CAUSANDO NO MUNDO DA TECNOLOGIA.


O CHATGPT (Generative Pretrained Transformer) é uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA), um modelo de linguagem artificial desenvolvido pela OpenAI, que foi disponibilizado para a utilização pública em novembro de 2022. GPT-3 é um modelo de linguagem que conta com 175 bilhões de parâmetros que o permite ter uma comunicação muito próxima da humana.
Ela revoluciona a maneira como lidamos com a tecnologia e causa espanto sobre as perspectivas de futuro neste campo. Em pouco tempo conquistou mais de 100 milhões de usuários e tem gerado muita discussão.
O CHAT GPT tem como base o cruzamento dos trilhões de informações presentes na internet e transforma os questionamentos dos usuários (quaisquer perguntas) em respostas rápidas, inclusive criativas, contextualizadas, diferentes do que ocorre nos sites de buscas, como o de pesquisas do Google. Estas respostas vêm em forma de resumos, textos pequenos ou longos, letras de músicas, poesias, contos, códigos de programação, receitas e assim por diante.
Em outras palavras, o usuário pode conversar com a IA via chat, fazer perguntas sobre quaisquer assuntos, pode, por exemplo, pedir a solução de uma inequação, um texto completo para TCC sobre qualquer tema, solicitar a criação de uma música ou poesia, pode realizar conversas muito mais complexas que as “simples” ferramentas de IA como a ALEXIA. As respostas são dadas segundo as necessidades dos usuários. Outra novidade é que a IA será capaz de criar e recriar dados de programação para o surgimento de problemas complexos que surgirão na sua utilização. O mundo das profissões e do emprego sofrerá uma grande transformação.
Definitivamente, entramos na era da Inteligência Artificial. Em breve, ou agora mesmo, nossos alunos estarão acessando o CHAT GPT, onde obterão respostas para todas as suas perguntas. O nosso desafio será trazer tal tecnologia para o nosso lado, aprimorar as atividades, as práticas pedagógicas, reinventar nossas práticas para forçar o aluno a pensar sobre tais respostas prontas, inserir o debate ético no contexto da artificialização das relações humanas.
Para acessar basta entrar no site chat.openai.com. fazer um cadastro, login e começar a fazer perguntas. Experimente!

sábado, 2 de abril de 2022

 PARA REFLETIR...

Alguns dos SEGREDOS DOS PROFESSORES DE SUCESSO, excelentes, "professores-feras", como dizem os alunos. E por isso admirados (não se trata de questão de likes, mas de dar legitimidade ao que ensina e ter credibilidade):

1- Domínio de conteúdo, repertório cultural, explicação clara, objetiva, dinâmica e interativa. Ensino da verdade, do bem e do belo, da realidade ("Fala com amor, ensina com sabedoria" - Pr 31,26 - Campanha da Fraternidade 2022).
2- Entusiasmo, motivação e envolvimento com os conteúdos e com a arte de ensinar (amor pelo que faz).
3- Postura e tom de voz adequados, "olho no olho", bom exemplo, preocupação com a linguagem verbal e não verbal (gestos, movimentos e palavras), envolvente e equilibrada.
4- Preocupação com a formação integral dos alunos, nos seus aspectos cognitivos, socioemocionais e morais, com os seus interesses, com o seu bem e o seu sucesso ("Os alunos precisam ser amados e saber que são amados" - São João Bosco).
5- Correção com humildade, fraterna, amável, individual, com mansidão, sem raiva, injustiças, sermões, sem deboches e ironias ("Quem quer ser amado ama. E quem é amado tudo alcança, sobretudo dos jovens". São João Bosco).
"Professores brilhantes ensinam para uma profissão. Professores fascinantes ensinam para a vida". Augusto Cury

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Crítica, Transgressão e Desconstrução

Estas são as três palavras essenciais da contemporaneidade. Palavras têm história, significados, contém ideias e expressam conceitos, revolucionam e transformam o mundo, criando novas realidades, às vezes perversas, o que de fato estas fizeram.
Das narrativas e discursos filosóficos, de pensadores contemporâneos, como Adorno, Derridá, Deleuze e outros, elas chegaram às universidades, aos livros, às mídias formadoras de opinião, às escolas e aos alunos em discursos "bonitinhos", feitos por "inteligentinhos", atrativos e politicamente corretos, por isso absorvidos por osmose.
Usadas como critérios de análise e interpretação da realidade pelas ciências sociais e humanas, destruíram tudo que encontraram pela frente. Crítica, Transgressão e Desconstrução da verdade, dos bons valores, das tradições, das instituições como a religião e a família, da ética e da moral, revolucionaram comportamentos e criaram novos estilos de vida, hedonistas, materialistas e utilitaristas. E a corrupção moral derivada deste estado de coisas "legitimou" e acelerou ainda mais a propagação revolucionária. Tudo foi desconstruído, a começar pelas próprias linguagens, gerando a babel da "ditadura do relativismo".
E quais são os remédios? As vacinas contra a degradação da sociedade são: a volta às tradições sadias, a defesa e a submissão à verdade, o culto do belo, do bom e do verdadeiro, a reconstrução das instituições como a família, o combate intelectual aos arautos do novo, aos erros a partir do estudo da filosofia perene e dos clássicos, a valorização da vida virtuosa e a reconstrução das linguagens, restabelecendo valores e bons princípios.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

A SEMENTE DA FÉ NO BRASIL


A semente da fé católica foi lançada em território brasileiro desde o início da chegada dos portugueses. O primeiro ato oficial no Brasil foi a Santa Missa e desde o começo do povoamento os jesuítas e as outras ordens religiosas, no contexto da contrarreforma católica contra o avanço do protestantismo, evangelizaram as novas terras, através da educação por meio da construção de colégios e através das missões religiosas, erguendo uma civilização com uma identidade cujo patrimônio fundamental foi a fé, que cresceu ao longo dos séculos, não obstante as limitações e obstáculos ocasionados pelos seus inimigos.
Podemos dizer que o terreno sempre foi bom e fértil e a ação dos missionários eficaz. As conversões entre os indígenas e os africanos foram inúmeras e os frutos de santidade foram muitos. Os colégios e as missões jesuíticas, por exemplo, se alastraram por terras portuguesas e espanholas, cultivaram a semente da fé e a árvore religiosa cresceu e deu frutos, fomentando a vida religiosa, além de desenvolver práticas civilizatórias como a racionalização do trabalho, a escolarização da população, a convivência fraterna através do combate aos vícios e da propagação das virtudes cristãs. Nesse contexto surgiram núcleos urbanos, vilas e cidades, como ilhas de povoamento, que cresceram ao longo dos séculos em paralelo a uma sociedade rural. E nestes ambientes as tradições religiosas determinavam as relações sociais e familiares. A vida cotidiana e social das pessoas girava em torno das procissões, missas, devoções populares e praticamente todas as comemorações e festas eram religiosas.
Em paralelo a esse desenvolvimento a atuação dos inimigos foi constante. Já no século XVIII, por influência do pensamento liberal e anticlerical do Iluminismo, abraçado pela Maçonaria, os jesuítas foram expulsos de Portugal e das suas colônias (1759), acarretando um abandono da educação e da evangelização no Brasil. Os colégios foram fechados, as missões acabaram e os índios foram abandonados à própria sorte. Os prejuízos para a fé e para a educação foram enormes, além das perdas para a própria produção material.
Nos séculos XIX e XX as sementes da fé continuaram a ser lançadas no Brasil, agora já separado de Portugal e governado por imperadores, dom Pedro I, dom Pedro II e após a proclamação da república por presidentes. Apesar de todo trabalho do clero secular, das ordens religiosas e de cristãos leigos, que contribuíram para a preservação das tradições, da fé, das devoções e dos costumes católicos, os inimigos continuaram a sua ação para a dessacralização e descristianização da sociedade, agora motivados pelas ideologias que se propagavam pela Europa: o liberalismo relativista, o marxismo e o evolucionismo materialista e ateu, o positivismo laicista, diluídos a conta gotas pelos círculos literários e depois pelas universidades, chegando à população por meio da grande mídia, que criou um novo ambiente cultural, profano, dessacralizado e carente de virtudes.
O avanço da cultura urbana, do capitalismo consumista, das ideias materialistas do socialismo, criou o utilitarismo, o hedonismo, o culto do prazer e a excessiva preocupação com os bens materiais, o que promoveu a secularização da pessoa e da sociedade, originando a imanentização da vida em oposição ao paradigma do transcendentalismo. Houve então o abandono das tradições, dos costumes e da maneira de viver onde o que importava era o amor a Deus e fazer o bem ao outro. As relações sociais mais saudáveis entraram em franco processo de deterioração, mesmo com todos os avanços tecnológicos e a expansão de uma vida mais confortável. E todos estes espinhos, como um matagal, sufocaram a identidade civilizatória de caráter religioso, criando um terreno pedregoso e endurecido, de difícil penetração para as verdades da fé, tendo como consequência a expansão das periferias existenciais, do entristecimento e desumanização da pessoa.

domingo, 22 de dezembro de 2019

NOSSOS PAIS E AVÓS FORAM "DOUTORES" EM EDUCAÇÃO


Especialistas em educação, estudiosos de diversas áreas e educadores em geral apresentam muitas propostas "inovadoras", radicais, que seriam as soluções para os fracassos da educação e por consequência da falência do ser humano e das relações sociais. Eis algumas delas:
Para o desenvolvimento motor global e fino da criança, o progresso do movimento, o importante é que a criança tenha oportunidades de andar, correr, pular, subir em árvores, segurar objetos diversos e por aí vai ... mas a nossa infância foi exatamente fazendo estas coisas, seja na roça, nos quintais, nas ruas, nas praças e em todo lugar.
A brincadeira é a chave para o desenvolvimento integral da criança (toda criança tem o direito de brincar): constrói a identidade, desenvolve habilidades cognitivas, emocionais, afetivas, sociais e promove a criatividade... mas isso foi o que mais fizemos na infância: brincamos o tempo todo, na maioria das vezes construímos os nossos próprios brinquedos (cultura maker), interagimos com todos e não ficamos trancafiados em apartamentos, cercados de eletrônicos, saturados e entendiados.
Neurocientistas e linguistas afirmam que a melhor forma de desenvolvimento da oralidade, para o posterior progresso da leitura e da escrita e da comunicação é o contar e recontar de histórias, a roda de conversa, as cantigas de roda ... lembram das brincadeiras de roda, das histórias da vovó, quando não havia celular e todos se encontravam ao redor da mesa para jogar e brincar, onde interagiam e os conflitos eram resolvidos por meio do diálogo...?
Pedagogos modernos salientam que a horta e o cuidado de animais é um poderoso recurso pedagógico para a aprendizagem das Ciências da Natureza, além de eficaz terapia para o desenvolvimento da afetividade ... mas, lembrem-se que nossos pais nos colocavam para cuidar da horta, regar as plantas, capinar, jogar milho e ração para as galinhas, mesmo quem morava nas cidades, pois os quintais eram amplos...
É consenso entre educadores, psicólogos e outros especialistas que é preciso dizer não, colocar limites, pois só assim educamos de fato para a empatia, o cumprimento das regras e a boa convivência ... assim fomos educados, nossos pais nos ensinaram "que não é não", "a respeitar os mais velhos", a ceder o lugar, "a pensar nos outros", a valorizar o professor e ser solidários "com quem precisa"... e acima de tudo a reverenciar a Deus.
Há mesmo quem defenda, pediatras inclusive, que é importante tomar banho de chuva, pisar na lama, cair, se machucar, pois assim nos tornamos preparados para os desafios da vida, para superar as quedas e as frustrações ... e quantas vezes chegamos ralados e fomos tratados com remédios que ardiam ... caímos e levantamos, como o que ocorre tantas vezes na nossa história...
Nossos pais e avós tinham razão, com sabedoria e bom senso, com simplicidade, sem a necessidade de tantas especulações e debates teóricos, muitas vezes estéreis, nos ensinaram que educação primeiro se aprende em casa.

domingo, 8 de setembro de 2019

O Estado é laico...


Toda vez que alguém tenta usar os princípios da fé e da moral cristã como critérios para analisar e interpretar uma determinada realidade ouve-se o grito de que o Estado é laico. Em nome da liberdade, do pluralismo cultural, do multiculturalismo relativistas há a tendência da legitimação do laicismo antirreligioso, que persegue os cristãos e cerceia os seus valores. TUDO pode, menos defender os princípios perenes fundadores da nossa sociedade e da nossa identidade cristã. Eis os frutos do laicismo:
Em nome de um Estado laico, livre da “tutela” das tradições e da fé, da religião e enfim sem Deus, criou-se um Estado antirreligioso, que proíbe símbolos religiosos em repartições públicas, o uso do nome de Deus nas cédulas e faz leis contrárias aos princípios religiosos da própria sociedade, contra a lei natural, a moral e até contra o bom senso. O Estado sem Deus, pretendendo legitimar-se a si mesmo, sem a transcendência, transforma a política em redentora e tende ao totalitarismo megalomaníaco dos seus líderes.
Em nome da liberdade econômica, sem a consideração do valor da dignidade da pessoa humana, derivada da condição humana de criatura de Deus e destinada ao transcendente, sem a consideração da transversalidade das virtudes morais e da necessidade da solidariedade, a economia tende a absolutização do mercado, a colocar o lucro acima de tudo e a criação de uma sociedade de consumo, materialista e ateia, que tudo transforma em mercadoria e produz extremas desigualdades, marginalizações e frustrações. E por outro lado há a tendência da criação de uma economia planificada, totalmente dirigida pelo Estado, socialista, onde sequer existe alguma liberdade. Ambas são materialistas, opressoras e degeneram a natureza humana e a integralidade da pessoa.
Um direito sem Deus tende a considerar o homem unicamente sob o aspecto do utilitarismo, sob o aspecto da práxis histórica, imanentista, o que o faz legislar contra a vida, contra a lei e o direito natural, contra os valores da maioria de uma população, que é conservadora, orientada por valores perenes e que valoriza as instituições tradicionais, como a família.
Na educação laica não se pode mais falar de Deus, usar símbolos religiosos, falar das coisas sagradas e muito menos fazer qualquer tipo de oração. Mas uma educação sem o paradigma da espiritualidade humana e da fé racional é mentirosa, falsa, favorece a degradação moral, toda espécie de bizarrices nos ambientes escolares, comportamentos animalescos, promiscuidade e crises sociais generalizadas.
E tais frutos do laicismo estruturam uma sociedade e uma cultura sem Deus, um estilo de vida onde a única realidade é a vida presente, a imanência, a práxis, o utilitarismo, o dinheiro, o poder e o prazer. É um estilo de vida consumista, insustentável, que tem espalhado a insatisfação, a incerteza, a falta de referências, a frustração e a infelicidade. E as narrativas da construção de uma sociedade melhor a partir de valores de consenso universal, vazios de referenciais morais, têm sido estéreis.